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SAÚDE

Pegue sol, mas não se queime

Dezembro Laranja alerta para os perigos do câncer de pele

Pegue sol, mas não se queime
A recomendação é evitar a exposição ao sol entre 10 e 16h (Foto: Pixabay)

Com o início do verão, as praias costumam ficar lotadas por aqueles que querem aproveitar o sol e o calor. Mas é importante lembrar que este mês não marca apenas o início desta estação, mas também a campanha Dezembro Laranja de conscientização sobre o câncer de pele.

Este é o tipo de câncer mais frequente no mundo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional do Rio de Janeiro, Egon Daxbacher, isso ocorre porque a pele é o maior órgão do corpo humano e é o órgão mais externo. Além da predisposição genética para este tipo de doença, a pele sofre ações externas como poluição e do sol, o que acaba justificando a maior frequência deste câncer.

(Fonte: Inca)

Há basicamente dois tipos de câncer de pele: o melanoma e o não melanoma. “O câncer melanoma é bem mais agressivo e com maior risco de morte, sendo identificado por sinais pigmentados que ficaram modificados. Os cânceres de pele do tipo não melanoma acabam causando mais deformidades pelas grandes cirurgias e por ter a característica de ferimento que não cicatriza ou que vive ‘tornando a abrir’”, explica Daxbacher em entrevista ao Opinião e Notícia.

Segundo relatório do Inca de 2015, o principal fator de risco para o câncer de pele, tanto para o melanoma quanto para o não melanoma, é a exposição excessiva à radiação solar. O câncer de pele melanoma é menos frequente do que o não melanoma. A idade, o sexo e a susceptibilidade individual também são importantes no desenvolvimento desse tipo de câncer. Ou seja, pessoas com história familiar de melanoma ou melanoma prévio têm aumento no risco de desenvolver esse câncer. No caso do não melanoma, a incidência aumenta com a idade, sendo mais frequente na população masculina.

Segundo dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, estima-se que ocorreram 5.670 novos casos de câncer de pele melanoma no Brasil neste ano (3.000 homens e 2.670 mulheres). Já para o tipo não melanoma, a estimativa foi de 175.760 casos (80.850 homens e 94.910 mulheres).

(Fonte: Inca)

De acordo com Inca, 1.794 pessoas (1.012 homens e 782 mulheres) morreram, em 2015, por causa do câncer de pele melanoma no Brasil. Já 1.958 pessoas (1.137 homens e 821 mulheres) morreram, no mesmo ano, por causa do não melanoma.

A forma de tratamento depende do tipo do câncer e de quando ele foi diagnosticado. “Quase a totalidade é tratada com cirurgia dermatológica. Existem casos que podem ser tratados com crioterapia (congelamento da área), com medicamentos locais que atuam na destruição ou na imunidade local e até mesmo radioterapia. Mas, em geral, o tratamento é cirúrgico”, explica Daxbacher.

(Fonte: Inca)

Num momento em que se fala bastante sobre a deficiência da vitamina D (nutriente responsável pela absorção do cálcio, que depende da exposição à radiação ultravioleta tipo B), é importante lembrar que pegar sol é fundamental desde que seja uma exposição segura. “Podemos ter exposição para gerar vitamina D e ao mesmo tempo não nos queimarmos ou ficarmos expostos excessivamente. O brasileiro acaba protegendo muito mais o rosto e acaba conseguindo exposição solar nas pernas e braços no dia a dia. Como o Brasil é um país ensolarado, temos uma exposição diária e não precisamos ficar torrando nos finais de semana. Com alguns minutos diários, conseguimos um equilíbrio entre as duas coisas”, explica Daxbacher.

Como se proteger?

Segundo cartilha do Inca, é preciso evitar a exposição ao sol entre 10 e 16h. Além de usar filtro solar antes de se expor ao sol, é recomendado o uso de roupas, chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV e barracas. Um filtro solar próprio para os lábios também está entre as recomendações. “Não devemos fugir do Sol, mas podemos nos expor com mais consciência”, completa Egon Daxbacher.

Nesta quinta-feira, 21, começa o verão, mas o alerta para se proteger contra o câncer de pele vale para todas as estações. Pegue sol, mas não se queime.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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