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SAÚDE

Pernambuco segue na mira do Aedes aegypti

Apesar de uma nova epidemia estar descartada, especialista fala sobre possibilidade de surto epidêmico

Pernambuco segue na mira do Aedes aegypti
Pernambuco segue na contramão da média nacional (Foto: CDC)

Quase metade dos municípios pernambucanos corre risco de enfrentar um surto epidêmico de dengue, zika e chikungunya, segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde.

O estudo foi feito em 184 dos 185 municípios do estado. Dentre eles, 80 estão em risco de surto das doenças e outros 80 estão em alerta. O resto está fora da zona considerada problemática.

Pernambuco segue na contramão da média nacional. Até abril deste ano, 4.147 casos prováveis de dengue foram notificados no estado, um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2017. As notificações de zika aumentaram 20% e os casos de chikungunya foram reduzidos em 31% no mesmo período. Enquanto isso, os registros de dengue obtiveram uma redução de 20% no cenário nacional, os de zika reduziram em 70% e os de chikungunya, em 65%.

Para a gerente de arboviroses da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Claudenice Pontes, apesar dos números, não há risco de uma nova epidemia como a que ocorreu em 2016. “Agora nós não vamos ter uma nova epidemia, porque a maioria da população já teve contato com algum desses vírus e está imunizada”, ressalta Pontes. Neste caso, a imunização ocorre porque muitas pessoas já tiveram contato com a doença e, por isso, não serão infectadas novamente. “A tendência que podemos ter agora é de surtos epidêmicos, em localidades que não registraram tantos números de casos, ou em crianças que nasceram após o período da epidemia”, diz Pontes.

A diferença entre epidemia e surto epidêmico é que a doença avança de forma generalizada na epidemia, enquanto há uma explosão de casos em uma região específica no surto epidêmico. “Os casos estão voltando porque se relaxa nos cuidados também. E o vírus permanece. Não há registros, mas ele está ali. O mosquito está contaminado. Basta uma pessoa chegar ao local, sem ter tido nenhum tipo das doenças, que ela adoece”, lembra Pontes.

Para piorar, ela explica que o mosquito gosta de temperaturas altas, o que é uma realidade na região Nordeste. Além disso, a falta de água atinge muitas cidades da região, fazendo com que as pessoas acumulem água. “Mesmo em lugares com abastecimento [de água] já regular, as pessoas fazem estoque em baldes, panelas, onde puderem. É o hábito”, diz Pontes. Sem o devido cuidado, o armazenamento pode se tornar um criadouro de mosquitos.

 

Fontes:
El País-Quase metade de Pernambuco está na mira de um novo surto de zika
R7-Risco de novo surto de zika ameaça 80 cidades de Pernambuco
Ministério da Saúde-Mais de mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya

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1 Opinião

  1. ana teixera disse:

    Gente, tem um site gratuito que pode ajudar muito no registro e relatórios de vistorias e focos do Aedes
    É gratuito e já tem muitos órgãos do governo (federal, estadual e municipal) usando.

    https://aedes.sigelu.com/login

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