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CARGA TRIBUTÁRIA

Pesados impostos do país hoje superam os tempos do Brasil Colônia

O 'Impostômetro' do Brasil atingiu esta semana a marca do R$ 1,9 trilhão no ano. Vivemos o quinto dos infernos

Pesados impostos do país hoje superam os tempos do Brasil Colônia
O brasileiro hoje paga mais tributos do que o valor imposto pela Coroa Portuguesa no século XVI, o 'quinto' (Foto: Wikipedia)

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Dispositivo criado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para apontar o quanto pagamos de imposto a cada dia do ano, o Impostômetro atingiu esta semana a marca do R$ 1,9 trilhão no ano – dois dias antes do que foi registrado em 2015. A marca surpreende, na medida em que vivemos um ano mais recessivo do que o anterior e a economia do país caiu mais de 7% nos últimos dois anos, resultando no recuo da arrecadação – mas também no aumento do índice de inflação.

O brasileiro hoje paga mais tributos – mais que o dobro – do que o valor imposto pela Coroa Portuguesa no século XVI à colônia rica em ouro que, naquela época, sequer era chamada de Brasil. O “quinto” cobrado por Portugal correspondia a 20% do ouro encontrado e fundido – e era considerado tão absurdo pelos contribuintes a ponto de ter feito surgir a expressão “o quinto dos infernos”.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) está preocupada. A partir de dados da Receita Federal, os tributos representam 47,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação, ou seja, quase a metade de tudo o que é produzido pelo setor – e 27 pontos percentuais acima do antiquado “quinto dos infernos”. Em termos comparativos, a carga da indústria é bem maior que a média geral dos demais setores, cuja carga é de 28,2% do PIB.

Alencar Burti, presidente da ACSP, destaca que “com preços mais altos, pagam-se também valores maiores em tributos, já que estes recaem sobre os preços finais”, ensina.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 1980 a 2014, a carga tributária brasileira saltou de 24,4% do PIB para 33,5%. Se fosse uma disputa olímpica, seria o maior recorde entre os 34 países da organização.

Nem sempre tão alinhada como a coirmã fluminense, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que a tributação sobre bens e serviços responde na OCDE por 25% da carga tributária e 51% no Brasil. Nesse aspecto, a Fiesp se harmoniza com o discurso da Firjan e denuncia que “a tributação brasileira penaliza a produção, os investimentos e o consumo”.

Vivemos o quinto dos infernos.

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5 Opiniões

  1. DINARTE DA COSTA PASSOS disse:

    Se vivêssemos o quinto estava bom demais, o pior que vivemos dois quintos e ninguém reclama. Pagar um quinto para o “Rei” é bem melhor que pagar dois quintos para a nobreza republicana. Enquanto o Judiciário e Ministério Público consome uma fortuna de imposto e aplicam as sobras milionárias de seus exercícios a população sofre um descalabro com a saúde pública.

    Isto é a República da Corrupção e a inversão dos valores democráticos. Abaixo a República e Viva o Reino! Pelo fim dos dois quintos de imposto e, apenas, um quinto para que o Brasil possa se desenvolver. Enxugar a máquina do Judiciário e do Ministério Público é uma necessidade já que os demais poderes já foram enxutos.

  2. carlos alberto martins disse:

    Deveriam os políticos reduzirem os seu gastos,gesto esse que jamais o farão,pois o povo brasileiro está satisfeito com a roubalheira que impéra no reino unido da propina,afinal a tranquilidade é total.

  3. carlos alberto martins disse:

    Hoje vi e ouvi o sr meirélles e seus incompetentes acessores falando de planos econômicos.não falavam nada com coisa nenhuma.pareciam ser candidatos em campanha política,muita promessa,e,sem um norte para seguir-mos para uma total segurança economica.parecia mais um texto escrito por carlos alberto de nóbrega para o comediante golias.nem os repórteres que lá estavam entenderam nada,pois para as perguntas formuladas,as respostas foram evasivasTemer,com éssa equipe de economistas o Brasil será jogado ao ridículo lá fóra.

  4. laercio disse:

    O Brasil não é mais uma nação mas sim vários conjuntos de interessados em defender seus próprios interesses; apelidaram a nação com vários jargões democráticos em detrimento de uma população que se adaptaria muito bem a competitividade do mundo capitalista, simplesmente tiraram o direito do povo de exercer seu potencial competitivo. Um evidente crime que a própria lei não tem recursos para impedir seu prolongamento.
    Mais honesto é o governo norte coreano que deixa as claras seus objetivos.

  5. Roberta disse:

    Vivemos dois quintos dos infernos então, com quase 40% de tributação… Para nós empresários isso é um abuso…

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