Início » Brasil » Pesquisadores brasileiros reclamam de corte de verba
Pesquisa

Pesquisadores brasileiros reclamam de corte de verba

No primeiro Congresso Mundial de Neurociência da Organização Internacional de Pesquisa do Cérebro (IBRO) na América Latina, estudiosos reclamam de falta de verbas

Pesquisadores brasileiros reclamam de corte de verba
Logo do congresso, onde Suzana Herculano, pesquisadora da UFRJ, cogitou a possibilidade de sair do Brasil (Foto: Divulgação)

Os pesquisadores brasileiros sofrem com a crise econômica que assola o país. Verbas e bolsas de pesquisa foram cortadas, aumentando ainda mais os problemas que os estudiosos enfrentam para produzir. No Brasil, em meio ao Congresso Mundial de Neurociência da Organização Internacional de Pesquisa do Cérebro (IBRO), pela primeira vez sediado em um país latino-americano, é comum ouvir profissionais reclamando das condições de trabalho.

A neurocientista e chefe do Laboratório de Neuroanatomia Comparada do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Suzana Herculano-Houzel, falou ao Globo que teme que a falta de recursos paralise as atividades no laboratório, pois apenas 50% dos R$ 100 mil pedidos foram aprovados. Dos R$ 50 mil, apenas R$ 6 mil foram liberados, dificultando o desenvolvimento dos trabalhos.

Suzana publicou sua pesquisa sobre anatomia do cérebro humano em uma das principais revistas científicas do mundo, a Science. Ela afirmou que os incentivos aos estudos sempre tiveram valores ínfimos no Brasil e, com a crise, ficou ainda pior.

“Este valor de R$ 50 mil, por exemplo, é o preço de um carro. E é com esse nível de dinheiro que a gente faz ciência no Brasil, enquanto nossos colegas estrangeiros trabalham com milhões”, disse a neurocientista, que cogita a hipótese de sair do país.

Falta de repasses

De acordo com um dos organizadores da IBRO 2015, Stevens Rehen, a situação havia melhorado, mas vem se agravando desde o fim do ano passado, quando o governo passou a não repassar verbas aos institutos que auxiliam as pesquisas.

“Ainda que aquém do ideal, os investimentos em pesquisa melhoraram muito nos últimos anos. Mas, do final do ano passado pra cá, as coisas estão complicadas, porque as agências não estão recebendo repasses do governo. A Faperj, o CNPq e a Capes agora estão estancados por conta da situação econômica. Assim, o cenário atual é imprevisível: não sabemos quando, onde e qual o montante de recursos que nos serão repassados”, explicou Rehen.

Fontes:
Globo-Neurocientistas lamentam cortes de verbas para pesquisas devido a crise econômica

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *