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o peso de uma palavra

Petistas privatistas

Se ele anda como cachorro, abana o rabo e late como cachorro, então só pode ser um cachorro

Petistas privatistas
Dilma está acelerando o programa de privatização. Antes tarde do que nunca (Reprodução/Internet)

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A esquerda em geral e o PT em particular são mestres no uso de eufemismos para obliterar conceitos ou monopolizar fins nobres. A cartilha politicamente correta deles tenta sempre manipular as palavras em seu favor. É assim que seus crimes viram “malfeitos”, enquanto o dos outros é “roubalheira”. Eles tentam até suprimir da imprensa o termo “mensalão”. Há vários exemplos.

O “pacifista” é aquele que monopoliza o fim nobre da paz, independentemente do meio necessário para tanto. “Justiça social” vira uma meta vaga e ambígua que justifica todo tipo de injustiça contra indivíduos e suas propriedades. O “ambientalista” (leia-se “melancia”) é o único preocupado com o meio-ambiente. Setor “estratégico” vira sinônimo de necessidade de controle estatal, e quem defende a gestão privada vira um “entreguista”.

As favelas viram “comunidades”, as empregadas domésticas viram “secretárias do lar”, os negros e pardos viram “afrodescendentes”. Enquanto isso, o defensor de menos Estado e valores tradicionais vira um “ultraconservador”. Não dá para negar que a esquerda sabe usar e abusar das palavras em sua propaganda enganosa como ninguém. São mestres nessa arte.

E por isso tanta preocupação agora com a pecha de “privatistas”. Eles passaram décadas demonizando a privatização, como se fosse o mesmo que um crime hediondo. E eis que, uma vez no poder, a realidade se impõe e a necessidade os obriga a privatizar! A palavra assusta e, desesperados, eles tentam a todo custo se proteger dela. É “concessão”. É “parceria”.

Bobagem semântica, claro. Transferir a gestão para a iniciativa privada, eis o conceito básico de privatização. Certos setores fazem isso por meio de concessões, por suas características intrínsecas. Mas o resultado é o mesmo: retirar o governo do controle e passá-lo para o setor privado em busca de lucro.

Se ele anda como cachorro, abana o rabo como cachorro, e late como cachorro, então só pode ser um cachorro! Veio com muito atraso e ainda com várias falhas no modelo, mas finalmente o PT está acelerando o programa de privatização. Antes tarde do que nunca. Que agüentem agora o peso desta palavra: privatistas!

 

Fontes:
Instituto Liberal - O peso de uma palavra

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3 Opiniões

  1. helo disse:

    O artigo é perfeito sobretudo por salientar a manobra de renomear fatos conhecidos como o do dinheiro não contabilizado. A privatização, dita concessão ou terceirização abarrota os órgãos públicos e os inúmeros novos ministérios. O crescimento dos sindicatos, que depois de serem governo resolveram trabalhar, descobriram que para um mínimo aumento para os funcionários quebra o orçamento da união. Nunca devemos esquecer do pouco trnasparente Bolsa Rico que empresta às empresas amigas em cifras que somam mais que o dobro de Bolsa Família. A Belchior, para horror dos sindicatos, chegou a dizer que cortará o ponto dos grevistas. “Quem não trabalha não pode receber”. Pode? Acho que ela deveria se calar um pouco em favor do João Paulo Cunha, ou vamos achar que ela é PT não pelo que prega mas só pelos amigos.

  2. Beraldo Dabés Filho disse:

    Radical de direita, tipo saudosista do golpe militar de 64, o autor ainda acredita que possa convencer ingênuos de que comunista come criancinhas. Pra completar segue a cartilha da oposiçãozinha incompetente, que insiste fingir que não sabe distinguir entre privatização (venda do patrimônio e entrega definitiva) e concessão (locação, aluguel, terceirização, com prazo definido). Bizarro!
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  3. helo disse:

    Beraldo,
    O Bolsa Rico com empréstimos milionários do BNDES às grandes empresas privatiza porque o juro é de pai pra filho. Se não é dever do estado gerir uma mineradora (provou-se incapaz), entregar aeroportos, extração de petróleo, ferrovias e rodovias, terceirizar a educação, os presídios, os hospitais é assumir a incapacidade de cumprir o seu papel de fato. Afinal qual é o papel do governo? Você acha que este governo é comunista? É socialista? Então o ingênuo é você.

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