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Petrobras pedirá indenizações para empreiteiras investigadas na Lava-Jato

A estratégia pretende evitar que a estatal tenha que se endividar mais para financiar o plano de exploração do pré-sal

Petrobras pedirá indenizações para empreiteiras investigadas na Lava-Jato
A Petrobras deixou de pagar os contratos logo após a descoberta de que as construtoras deram propina a executivos da estatal (Reprodução/Internet)

A Petrobras pretende cobrar indenizações das empreiteiras envolvidas no esquema de desvios da Lava-Jato assim que publicar seu balanço com os valores da corrupção. A estratégia pretende evitar que a estatal tenha que se endividar mais para financiar o plano de exploração do pré-sal.

Segundo a Folha de S. Paulo, um grupo de trabalho, envolvendo a Petrobras e a Advocacia-Geral da União (AGU), estuda um plano de ressarcimento que garanta caixa para a estatal e condições para que as empresas possam retomar os projetos paralisados.

A Petrobras deixou de pagar os contratos logo após a descoberta de que as construtoras deram propina a executivos da estatal e que muitos contratos continham sobrepreço. Uma força-tarefa trabalha para calcular o valor desviado.

Este valor será cobrado das empreiteiras e o dinheiro irá para o Tesouro. Portanto, a Petrobras pedirá indenizações para recuperar o que perdeu. Como as empreiteiras não têm caixa suficiente, uma das ideias do grupo de trabalho é aceitar um pedaço dessas empresas (ações de controle) ou ativos (empreendimentos ou subsidiárias).

No entanto, as discussões, que estão em andamento, dividem o grupo, já que há implicações negativas tanto para a estatal quanto para as empresas. Segundo o jornal, seria ruim para o governo aceitar as ações. Esta fórmula poderia prejudicar a imagem da estatal e do governo, seu controlador, uma vez que eles se tornariam sócios de empresas que participaram do esquema de desvios na petroleira.

A preferência é pelo recebimento das indenizações em ativos. Só que dessa forma, as empreiteiras ficariam mais enfraquecidas porque teriam menos garantias a oferecer aos bancos na hora de pedir empréstimos para se capitalizar e, assim, dar novo fôlego aos negócios. Para as empreiteiras que fizeram acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), por sua vez, a situação seria menos drástica, porque a Petrobras já poderia liberar o pagamento dos contratos em atraso, fazendo seguir as obras e gerando caixa para as empresas.

Fontes:
Folha de S. Paulo-A estratégia pretende evitar que a estatal tenha que se endividar mais para financiar o plano de exploração do pré-sal

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