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INÍCIO NA QUARTA-FEIRA

Petroleiros anunciam ‘greve de advertência’

Greve contra a política de preços dos combustíveis e a gestão de Pedro Parente no comando da Petrobras começa na próxima quarta-feira, 30, e deve durar 72 horas

Petroleiros anunciam ‘greve de advertência’
Petroleiros pedem a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente (Foto: Divulgação/FUP)

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Petroleiros de todo o Brasil anunciaram uma “greve de advertência” de 72h a partir da próxima quarta-feira, 30. O movimento é liderado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que solicita, entre suas principais reivindicações, a redução do preço do combustível, do gás de cozinha e a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

Segundo o comunicado da FUP, a paralisação de 72h, feita por trabalhadores do sistema Petrobras, é “mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado”. As reivindicações do movimento também incluem a manutenção de empregos, a não privatização e desmonte da Petrobras, a retomada da produção das refinarias e o fim da importação de derivados de petróleo.

Nesta segunda-feira, 28, a FUP e os sindicatos filiados farão diferentes manifestações em todo o sistema Petrobras, apontando supostos interesses por trás da política de preços dos combustíveis, que estaria sendo adotada para atender o interesse de importadoras de derivados de petróleo.

“O número de importadoras de derivados quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado. Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade”, afirmou a FUP em comunicado.

Procurada pelo Opinião e Notícia, a Petrobras informou, através de uma nota, que já foi notificada pelas entidades sindicais sobre as paralisações entre os dias 30 de maio e 1º de junho. No entanto, a empresa garante que “tomará as medidas necessárias para garantir a continuidade das operações”.

Paralisação fortalecida

Além da FUP, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também convocou seus sindicatos filiados a aderirem à greve a partir da próxima quarta-feira. No entanto, ao contrário da FUP, a FNP afirmou, através de um comunicado, que a paralisação será mantida por tempo indeterminado.

Entre as principais reivindicações da FNP, está o fim da política de preços dos combustíveis da Petrobras e o cancelamento da venda de refinarias e terminais. Além disso, a FNP também critica duramente a política de preços adotada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e pelo presidente Michel Temer.

“A solução está no combate à política entreguista de Temer e Parente, cujas medidas atendem única e exclusivamente o mercado internacional”, afirmou o comunicado.

Insatisfação com gestão

A FUP, assim como suas afiliadas, não tem se mostrado satisfeita com a gestão de Pedro Parente no comando da Petrobras. Através do comunicado, a Federação chamou a gestão de Parente de “entreguista”. Além disso, de acordo com a FUP, o posicionamento do presidente da Petrobras estaria obrigando a empresa a abrir mão de parte do mercado para importadoras.

Parente também não tem apoio do movimento dos caminhoneiros, que chegou no seu oitavo dia de manifestações nesta segunda-feira. A Frente Brasil Popular e o Povo sem Medo, que apoiam a paralisação dos motoristas de caminhões, divulgaram comunicados e criticaram a política de preços adotada por Pedro Parente e por Temer desde 2016.

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2 Opiniões

  1. Henrique Motta disse:

    Vai se alastrar e é tudo que o PT quer. Um governo que se mostrou indeciso, incompetente e frouxo no lidar com os caminhoneiros irá de hoje em diante enfrentar greves e mais greves que irão levar a escarça recuperação da economia para o espaço. Teremos disparada do dólar, queda no valor de mercado da Petrobras e tudo isso porque não se teve mão forte no lidar com a absurda greve imposta à sociedade brasileira sem respeito a direitos básicos da população, inclusive o de ir e vir.

  2. Aureo Ramos de Souza disse:

    Concordo com a FUP mesmo sabendo que também são incitados ao que fazer e olhem que estão todos de vermelho. Quanto ao Pedro Parente concordo com sua saída e o mais são incitados por partidos políticos e donos de empresas

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