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SUPERSTIÇÃO NA POLÍTICA

Pezão culpa quadro pela crise do Rio de Janeiro

Quadro da morte de Estácio de Sá foi retirado por ser considerado ‘carregado’

Pezão culpa quadro pela crise do Rio de Janeiro
Pezão mandou tirar o quadro de seu gabinete no Palácio Guanabara (Foto: Flickr)

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A apenas sete meses das Olimpíadas, o estado do Rio de Janeiro encontra-se em crise em praticamente todas as áreas: a saúde está em estado de emergência, os preços dos royalties do petróleo caíram e assaltantes parecem reinar desimpedidos nas ruas.

Para a surpresa de muitos, o governador Luiz Fernando Pezão atribuiu parte da culpa por essa crise a uma pintura. Recentemente, ele tirou a obra de  1911, “Alegoria da morte de Estácio de Sá”, de Antonio Parreiras, de seu gabinete no Palácio da Guanabara.

O quadro foi removido depois de uma visita ao Palácio Guanabara pelo cantor Jorge Ben Jor, que classificou a obra como “carregada”. Pezão não pensou duas vezes e tomou providências: o quadro foi removido para outro setor do palácio ainda antes do Natal. Agora, no gabinete, está um quadro que ilustra a abdicação de Dom Pedro I.

“Foi só ele sair que o dinheiro começou a entrar”, disse o governador.

Isso abriu espaço para críticas de seus oponentes, que acusam o governador de querer desviar a atenção das políticas que causaram a crise no Rio de Janeiro.

Desde a retirada do quadro, os cofres do estado receberam R$ 1 bilhão por meio de leis de incentivo. No dia 31 de dezembro, Pezão recebeu ainda uma ajuda de R$ 45 milhões da União para a saúde.

Fontes:
New York Times-Cause of Crises? For Rio Governor, Life Incriminates Art

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2 Opiniões

  1. Markut disse:

    Quer dizer que agora o culpado de tudo é Estácio de Sá?

    É muita cara de pau!

    É de se supor que, agora, com a retirada do quadro, tudo no Rio entre nos eixos.

    Haja óleo de peroba! O argentino perguntaria: vós sós o te hacés ?

  2. Ludwig Von Drake disse:

    É quadro para estar num museu. Aquele monge que aparece bem no meio da tela causa calafrios.
    Tem mais, alguns místicos dizem que ter a cruz católica (o cristo redentor) como símbolo da cidade não é boa ideia. Superstição ou tolice, a verdade tem que ser deduzida dos fatos.

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