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OPERAÇÃO ARMISTÍCIO

PF apura suspeita de propina a Romero Jucá

Suspeitas apontam que o senador Romero Jucá estaria envolvido em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública

PF apura suspeita de propina a Romero Jucá
Os nomes dos nove alvos da operação não foram divulgados (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quinta-feira, 8, nove mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo. O objetivo da Operação Armistício é reunir provas sobre possíveis crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

Três senadores estariam envolvidos nos esquemas, entre eles Romero Jucá (MDB-RR) e Renan Calheiros (MDB-AL), segundo informou o portal G1. No entanto, as medidas cautelares não miram os parlamentares, mas sim intermediários que atuaram para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para garantir aprovação de um projeto de resolução do Senado, que ocorreu em 24 de abril de 2012, que restringia a chamada “guerra fiscal nos portos”. Os nomes dos nove alvos da operação não foram divulgados.

A ordem de execução das medidas foi assinada pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Os pagamentos indevidos foram mencionados em três diferentes delações premiadas de executivos da Construtora Odebrecht, entre eles Marcelo Odebrecht e Cláudio Melo Filho, e teriam ocorrido após a aprovação do projeto no Senado.

Segundo a PF, Romero Jucá teria recebido R$ 4 milhões da Odebrecht. O valor, porém, é diferente do mencionado por Cláudio Melo Filho, que informou que Jucá teria recebido repasses que somam entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões. “Ele [Jucá] tinha atenção pela empresa, e resolvia os assuntos”, afirmou Melo Filho.

De acordo com Raquel Dodge, as investigações já reuniram indícios da prática de corrupção e lavagem de dinheiro. A procuradora-geral explica que os mandados de busca e apreensão são necessários para a captação de provas. Ademais, Dodge afirma que, para dar aparência de legalidade ao “engenhoso esquema de lavagem”, foram firmados contratos fictícios de prestação de serviços.

“Com efeito, tais buscas nos endereços indicados mostram-se essenciais à descoberta da verdade, à obtenção de documentos, equipamentos, mídias e arquivos eletrônicos, aparelhos de telefone, valores e objetos relacionados à situação, eventualmente mantidos nos domicílios das pessoas envolvidas, permitindo-se um maior lastro probatório acerca dos fatos investigados”, apontou a procuradora-geral da República.

 

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