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Extração ilegal

PF desarticula quadrilha de extração ilegal de ouro em reserva indígena

Envolvidos lucravam cerca de R$ 17 milhões de reais por mês e movimentaram mais de R$ 1 bilhão de reais de forma ilícita

PF desarticula quadrilha de extração ilegal de ouro em reserva indígena
PF começou a cumprir 313 mandados contra os envolvidos na exploração (Foto: Reprodução/Internet)

A Polícia Federal iniciou ua operação para combater a exploração ilegal de ouro e pedras preciosas em terras da reserva Yanomami, em Roraima, nesta quinta-feira, 7. A extração provocou imensos danos ambientais no local. Os criminosos lucravam cerca de R$ 17 milhões por mês.

De acordo com os agentes, há suspeitas de envolvimento de empresários, funcionários públicos, donos de garimpos de ouro e de outros minerais na atividade ilegal. As reservas afetadas são a de Boqueirão e Uraricoera, no extremo norte de Roraima. A operação foi batizada de Warari Koxi.

Segundo dados colhidos pela investigação, aproximadamente 160 quilos de ouro são retirados ilegalmente das áreas de garimpo todo mês. O dinheiro foi usado para outras atividades ilegais, chegando a mais de R$ 1 bilhão em movimentações dos envolvidos.

O garimpo de ouro é uma das atividades mais prejudiciais ao meio ambiente. A atividade usa mercúrio, material altamente poluente e cancerígeno, além de outros metais pesados. A fauna, a flora e a cultura Yanomami também foram prejudicadas.

A Polícia Federal organizou uma operação com 150 agentes para cumprir 313 mandados em Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e São Paulo. Os envolvidos serão acusados de lavagem de dinheiro, extração de recursos naturais de forma ilegal, uso indiscriminado de mercúrio, entre outros crimes. A pena pode chegar a 54 anos.

Fontes:
Estadão-Operação da PF investiga extração ilegal de ouro em reserva indígena

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