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ELEIÇÕES 2018

MP denuncia ministro do Turismo por candidaturas de fachada

MP denunciou o ministro e outras dez pessoas. Álvaro Antônio é suspeito de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa

MP denuncia ministro do Turismo por candidaturas de fachada
Marcelo Álvaro Antônio é investigado desde o início da gestão (Foto: Roberto Castro/Mtur)

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), por suposto envolvimento com candidaturas de fachada feitas pelo PSL nas eleições de 2018. Além do ministro, outras dez pessoas foram denunciadas.

Mais cedo, a Polícia Federal (PF) já havia indiciado todos os 11 suspeitos.
O ministro é suspeito por crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral, além de associação criminosa. O indiciamento, porém, não significa que as irregularidades foram cometidas. No entanto, a ação da PF demonstra que foram identificados indícios de envolvimento dos investigados nos supostos crimes.

Anteriormente, quatro candidatas do PSL já tinham sido indiciadas por suposto envolvimento no caso. Ademais, Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro, já havia sido preso. Todos os cinco estão entre os indiciados na continuidade da investigação da PF.

As suspeitas sobre o esquema de falsas candidaturas do PSL de Minas Gerais foram relatadas pela Folha de São Paulo. A reportagem revelou que quatro mulheres afirmaram à PF que foram usadas como candidatas de fachada do PSL nas eleições de 2018 para que houvesse desvio de verba do fundo eleitoral.

O esquema teria sido comandado por Marcelo Álvaro Antônio, que nega sua participação no caso. A empresa do assessor Mateus Von Rondon aparece na prestação de contas dessas quatro candidatas a cargos estaduais e federais.

O caso

Camila Fernandes, Lilian Bernadino, Débora Gomes e Naftali Tamar afirmaram que pagaram uma quantia de R$ 32 mil à empresa de Von Rondon. De acordo com a PF, a companhia só foi criada para receber propina, visto que foi fechada logo após o fim das eleições.

Já o irmão de Roberto Silva Soares, Reginaldo Donizete Soares, – ambos estão entre os indiciados – é sócio de duas empresas que prestaram serviços durante a campanha eleitoral às candidatas investigadas. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as companhias receberam o valor de R$ 44,9 mil de duas das candidatas.

Após o caso ter sido revelado pela Folha, Marcelo Álvaro Antônio passou a tentar levar a investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando o foro privilegiado. No entanto, ainda não teve êxito.

Em abril deste ano, a deputada federal Alê Silva relatou que estava sendo ameaçada pelo ministro do Turismo. Segundo a parlamentar, a perseguição era devido ao início de uma investigação própria sobre o esquema de desvio de verba pública eleitoral.

Já no fim do mês de abril, a Polícia Federal realizou buscas na sede do PSL em Minas Gerais, dando sequência às investigações sobre as supostas candidaturas de fachada.

Leia também: Amadorismo, denúncias e disputa interna marcam atuação do PSL na Câmara

Fontes:
Folha de São Paulo-Ministor do Turismo é indiciado pela PF em investigação de esquema de laranjas do PSL
G1-Ministro do Turismo é denunciado pelo Ministério Público de MG por candidaturas-laranja do PSL

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