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Lava-Jato

PF investiga doleiro por envolvimento com extração ilegal de diamantes

Investigado na Operação Lava-Jato, o doleiro Carlos Habib Chater teria financiado extração ilegal de diamantes nas terras dos índios cinta-larga, no Mato Grosso e em Rondônia

PF investiga doleiro por envolvimento com extração ilegal de diamantes
Polícia encontrou movimentação de mais de R$21 mil de Chater para Raimundo (Foto: Reprodução/Internet)

A Polícia Federal suspeita que o doleiro Carlos Habib Chater tenha envolvimento com a extração e comercialização ilegal de diamantes nas terras dos índios cinta-larga, no Mato Grosso e em Rondônia. Os agentes apreenderam uma agenda de Chater com o número da conta corrente de Raimundo Cinta Larga, que mora em Cacoal (RO).

Raimundo Cinta Larga é filho do cacique da tribo, João Bravo Cinta Larga, e tem perfil empreendedor. Ele construiu uma hidrelétrica de pequeno porte no Rio Roosevelt e comercializa peixe e gado. Segundo dados da PF, o nome de “Raimundinho” aparece no sistema do programa Money, usado para monitorar contabilidade de empresas, como receptor de três remessas que totalizam R$ 21.450,00.

A Operação Lava-jato já contava com a possibilidade de envolvimento do doleiro no extrativismo ilegal de diamantes em Rondônia. Ele teria como cúmplices Francisco Angelo da Silva e Júlio Luís Urnau, e atuava por meio da Cooperativa Extrativista Cinta Larga de Rondônia (Coopecilar), empresa que tem como presidente Raimundo Cinta Larga.

Urnau é ex-secretário adjunto dos Transportes do Distrito Federal, e tem ligações com o ex-governador José Roberto Arruda, denunciado por participação no mensalão do DEM e improbidade administrativa.

O advogado da Cooperativa, Raul Canal, afirmou que a empresa não retira diamantes das terras indígenas e que deu entrada em duas ações pedindo a regulamentação da atividade pelos próprios índios no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Canal afirmou que Chater e Urnal financiaram a empresa de Raimundo com a intenção de trabalhar na área de extração com a Coopecilar quando o negócio fosse regulamentado.

Fontes:
O Globo-Lava-Jato: PF liga doleiro à extração de diamantes em terras indígenas

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