Início » Brasil » PF prende mais dois suspeitos em nova operação ligada à Lava Jato
INVESTIGAÇÃO

PF prende mais dois suspeitos em nova operação ligada à Lava Jato

Operação investiga corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do metrô

PF prende mais dois suspeitos em  nova operação ligada à Lava Jato
O nome da operação, Tolypeutes, é o nome científico do tatu, fazendo referência ao 'tatuzão', equipamento utilizado nas escavações do metrô (Foto: Wikimedia)

Nesta terça-feira, 14, o diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior, e o atual subsecretário de Turismo do estado, Luiz Carlos Velloso, foram presos na Operação Tolypeutes da Polícia Federal, ligada à Lava Jato. Esta operação investiga corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do metrô. Tolypeutes é o nome científico do tatu, fazendo referência ao “tatuzão”, equipamento utilizado nas escavações do metrô.

Segundo depoimentos, Heitor Lopes recebia a propina no canteiro de obras e em dinheiro vivo. Ele era sócio de duas empresas que prestavam serviço para a construção da Linha 4 do Metrô.  Segundo as investigações, Lopes recebeu propina no valor de R$ 5,4 milhões de duas empresas. Uma delas foi a MClink Engenharia, que atuou no trecho oeste da linha 4 do metrô.

A prisão preventiva de Heitor Lopes foi pedida para evitar uma tentativa de fuga, já que ele e sua esposa estavam dando entrada em um pedido de reconhecimento de cidadania portuguesa. Os procuradores também estão pedindo o bloqueio de bens de R$ 36 milhões de Lopes e de R$ 12 milhões de Velloso. Velloso era subsecretário de Transportes na época.

Os agentes também cumprem sete mandados de condução coercitiva. Um deles foi contra a companheira de Luiz Carlos Velloso, Renata Loureiro Borges Monteiro. O juiz da 7ª Vara Criminal, Marcelo Bretas, determinou o bloqueio de R$ 220 milhões de sete pessoas e três empresas.

 

Fontes:
Estadão-PF deflagra desdobramento da Lava Jato no Rio
G1-PF e MPF prendem dois suspeitos de fraudes em contratos da Linha 4 do Metrô do Rio

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    A Operação Lava Jato é igualzinha a quadrilha hoje desarticulada aqui em Recife-PE, os componentes tinham como parte do grupo famílias. Quanto a Lava Jato vem lavando a tantos anos que fico preocupado que não venham pedir água da transposição do Rio São Francisco.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *