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Coluna Esplanada

PF vai deflagrar mais de 100 grandes operações em 2015

Operações serão, principalmente, contra a corrupção em várias esferas de Poder, e no combate ao narcotráfico

PF vai deflagrar mais de 100 grandes operações em 2015
Diretor-geral da PF, delegado Leandro Daiello (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

A Polícia Federal vai deflagrar mais de 100 grandes operações no próximo ano, principalmente contra a corrupção, em várias esferas de Poder e estados, e no combate ao narcotráfico. Desde a revelação do diretor-geral da PF, delegado Leandro Daiello, de que havia 200 investigações especiais em andamento, elas começaram a surgir a granel, sendo duas deflagradas por semana, sempre no mesmo dia. Daiello concedeu entrevista exclusiva à Coluna e comemorou o fortalecimento da corporação com investimentos em pessoal e em tecnologia no combate ao crime e na perícia criminal.

Primeiro tiro

Desde a entrevista, a PF iniciou uma ofensiva de operações: foram nove até ontem, seis delas de combate à corrupção, e outras contra tráfico, pedofilia e jogo do bicho.

Lista 1

Contra a corrupção: Ferro e Fogo (Ibama-MA), Terra Prometida (Incra-MT), Alcateia (Receita), Plateia (licitações-RO), Ave de Rapina (Prefeitura de Floripa), Lava Jato 7.

Lista 2

As operações que cercaram crimes diversos foram Denários (Tráfico de drogas), Adoletá (Pedofilia na internet), Trevo (Jogo do bicho e títulos de capitalização ilegais).

Os 35 de Costa

O momento mais quente do depoimento de Paulo Costa (Ex-Petrobras) ontem na CPI saiu da insistência do deputado Enio Bacci (PDT-RS), só no final, após sessão morna: ‘Quantos políticos envolvidos no Petrolão?’, insistiu. ‘Algumas dezenas’, disse Costa. Ao ouvido, diz o deputado, Costa lhe confidenciou: são 35. Apenas de sua cota.

Pé de ouvido

Durante a acareação, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) teve conversa de pé de ouvido com Paulo Costa. ‘Primeiro agradeci a ele. Falei na cara dele que ele não é nenhum santo. Mas também não podemos colocar como maior, pecador todos são’.

Delgado vai saber

E quanto ao número de políticos e quais seriam eles? ‘São esses que estão aí (na mídia) ou mais, mas não posso (falar) sob pena de me comprometer. Vocês vão saber, me liga’, respondeu Costa, e inclusive deu o telefone do advogado a Delgado.

Corte na carne

Assim que oficializado, o NOVO vai trabalhar para mudar a lei eleitoral em especial sobre o fundo partidário e o horário eleitoral gratuito, por ‘mau uso’ atualmente.

Braço direito

O futuro ex-ministro Mauro Borges, do Desenvolvimento e Comércio, vai compor secretariado de Fernando Pimentel no governo de Minas Gerais.

NOVO quer engajamento

João Amoêdo, presidente do Partido NOVO — que aguarda decisão do TSE –, acredita no engajamento da militância por mudanças. O NOVO indicou apoio a Aécio (PSDB). Mas Amoêdo diz que ‘a presidente Dilma também está com o mesmo entendimento’.

Nem direita nem esquerda

Amoêdo evita rótulos para a legenda: ‘Poderíamos dizer que somos de esquerda no propósito de melhorar a vida das pessoas, de direita quanto a crença no livre mercado e de centro quanto a atuação equilibrada e com bom senso que pretendemos adotar’.

Faroeste Tupiniquim

O Centro-Oeste parece terra de ninguém, digno de Faroeste Tupiniquim no século 21. Na segunda, bando de 10 fechou estrada e dinamitou três carros-fortes, matando três seguranças. Levaram milhões de reais. Perto de Anápolis, terra de Carlinhos Cachoeira.

Liberado

O ministro do STF Marco Aurélio deferiu liminar para suspender Processo Administrativo contra o procurador de Justiça do MP do MS Miguel Vieira Lima. É investigado por irregularidades em obra no anexo da Procuradoria-Geral de Justiça.

Barganha oficial

Muito se falou em inovação na campanha eleitoral. A presidente Dilma ‘inovou’ ao publicar no D.O. que liberaria R$ 444 milhões para emendas. Curiosamente no momento em que precisa do Congresso Nacional para aprovar lei de manobra fiscal.

Mar na Esplanada

O ex-ministro Altemir Gregolin lançou o livro Mar de Oportunidades, no qual fala das oportunidades e dos motivos pelos quais o Brasil tem um ministério para o setor.

Ponto Final

A Coluna Esplanada completa 3 anos nesta edição de hoje. Parabéns aos leitores!

Com Maurício Nogueira e equipe DF, SP e Nordeste

3 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    Gostei da expressão “cleptocracia”. Muito apropriada.

  2. helo disse:

    O desvio de dinheiro público para partidos ou parlamentares é crime contra a democracia, mais grave que por no bolso.

  3. Joma Bastos disse:

    Esperemos que passe de uma cleptocracia para um estado de direito.

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