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TRÁFICO DE DROGAS

Piloto envolvido no caso ‘helicoca’ é preso novamente

Rogério Antunes foi preso em São Paulo em operação que buscava helicóptero usado para tráfico de drogas. Em 2013, ele foi preso pelo mesmo crime e solto cinco meses depois

Piloto envolvido no caso ‘helicoca’ é preso novamente
Além de Antunes, outros três pilotos foram presos na operação (Foto: TV Globo)

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A Polícia Civil apreendeu na noite da última quarta-feira, 25, no município de Arujá (SP), um helicóptero que, segundo investigações, era usado pela organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) para traficar drogas.

O helicóptero estava sendo procurado desde janeiro deste ano e foi encontrado em um hangar no bairro Jardim Fazenda Rincão. Ele estava sem bancos e não havia drogas em seu interior, mas uma análise preliminar apontou a presença de vestígios de cocaína. Um laudo oficial para confirmar a presença será feito pelo Instituto de Criminalística.

Três pilotos que estavam no hangar foram presos e autuados por organização criminosa na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), em São Bernardo do Campo. Entre eles, estava Rogério Almeida Antunes, preso em 2013, no Espírito Santo, por transportar quase 450 kg de cocaína em um helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, do então deputado estadual mineiro Gustavo Perrella, filho de Zezé Perrella (MDB-MG), senador e presidente do Conselho Deliberativo do time mineiro Cruzeiro. O caso ficou conhecido como Helicoca.

Relembre o caso Helicoca

Em novembro de 2013, Rogério Almeida Antunes foi preso pela Polícia Federal, junto com o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior, Everaldo Lopes de Souza e Robson Ferreira Dias, ambos responsáveis por receber a droga. Os quatro foram presos em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, interior do Espírito Santo. A prisão se deu em flagrante. O dono da fazenda, Elio Rodrigues, teve a prisão decretada em 2017.

Na época, a PF informou que realizava uma operação para investigar a compra ilícita de terrenos na região quando avistaram o pouso do helicóptero. Ao fazer a abordagem, encontraram a droga. Horas antes de pousar na fazenda, o helicóptero havia parado para abastecer no aeroporto de Cláudio, que pertence à família de Aécio Neves.

Gustavo Perrella, que hoje comanda a Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor (órgão ligado ao Ministério dos Esportes), foi inocentado após alegar à Justiça que Rogério usou o helicóptero sem sua autorização.

Rogério e os outros três presos na operação cumpriram cinco meses de prisão em regime fechado e foram soltos em 2014. A Justiça determinou a soltura ao acatar o pedido da defesa dos quatro envolvidos, que apontou que a prisão ocorreu de forma irregular, uma vez que a PF não estava munida de mandados de busca e apreensão que justificassem a abordagem.

Além disso, em janeiro de 2014, o procurador da República Fernando Lavieri denunciou que foram omitidos nos autos do processo escutas clandestinas feitas pela PF de São Paulo, que na época apurava uma rota de tráfico internacional de drogas. Foram através das escutas que os agentes chegaram ao local que seria usado para pouso e entrega da droga. Diante dessas informações, a defesa dos envolvidos solicitou a nulidade da ação penal, que resultou no alvará de soltura.

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