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FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA

‘Pílula anticâncer’ terá 1ª fase de testes concluída em sete meses

Os testes pré-clínicos são realizados em cobaias. Após a análise inicial, estão previstas as fases seguintes do estudo em humanos

‘Pílula anticâncer’ terá 1ª fase de testes concluída em sete meses
A fosfoetanolamina foi desenvolvida há mais de 20 anos por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da USP (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, anunciou nesta segunda-feira, 16, que a fosfoetanolamina sintética, substância que ficou conhecida como “pílula anticâncer”, terá sua primeira fase de testes pré-clínicos concluída em sete meses.

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Os testes pré-clínicos são realizados em cobaias. Após a análise inicial, estão previstas as fases seguintes do estudo em humanos.

As análises da primeira fase de testes serão realizadas a partir de duas amostras da molécula. Uma delas será solicitada à USP e a outra será manufaturada com base na descrição do composto.

A polêmica em torno da fosfoetanolamina sintética ganhou força após a substância ter sua distribuição aprovada por decisão judicial.

Em entrevista coletiva, o ministro Pansera ressaltou que “existe uma polêmica provocada por decisões judiciais no sentido de mandar a Universidade de São Paulo distribuir essa molécula. Não existe informação, por parte da Anvisa, nem de nenhum outro órgão, que certifique o uso desse remédio no Brasil ou no mundo; não há ninguém que tenha certificado essa molécula como remédio de combate a doença”.

A fosfoetanolamina foi desenvolvida há mais de 20 anos por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da USP. A substância, no entanto, não tem registro na Anvisa, o que significa que não foram realizados os testes clínicos necessários para comprovar a sua eficácia e, desta forma, não pode ser considerada um medicamento.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação disponibilizou R$ 2 milhões para o início das pesquisas. A estimativa é de que serão gastos cerca de R$ 10 milhões nos próximos anos na pesquisa.

Fontes:
Agência Brasil - Fosfoetanolamina terá 1ª fase de testes pronta em sete meses, diz ministro

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