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PL quer aumentar pontos públicos para recarga de carros elétricos

Estima-se que existam no Brasil entre 9 mil e 10 mil carros elétricos. Ao todo, existem cerca de 3 milhões de veículos elétricos em todo o mundo

PL quer aumentar pontos públicos para recarga de carros elétricos
Um carro elétrico custa, em média, R$ 150 mil (Foto: Soninha Vill/Promob-e)

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O Projeto de Lei (PL) 874/2019, de autoria da deputada federal Edna Henrique (PSDB-PB), quer aumentar o número de pontos públicos para carregamentos de carros elétricos. Todo centro urbano com mais de 100 mil habitantes teria que contar com centros de recarga elétrica para automóveis.

A operação dos pontos públicos ficaria sob obrigação de concessionárias e permissionárias do serviço de distribuição de energia elétrica. As metas para a instalação dos centros de recarga ficariam a cargo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo Edna Henrique, os pontos poderiam ficar em locais de fácil acesso, como shoppings e postos de combustíveis, que já contam com espaços para parada de carros.

“A disseminação dos veículos elétricos no Brasil, acompanhando a tendência inexorável em todo o mundo, trará expressivos ganhos para o país, como a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa, a diminuição da poluição nos grandes centros urbanos, a elevação da eficiência energética, a redução dos custos de transporte, além do desenvolvimento tecnológico e industrial”, justificou a deputada.

Outros PLs também tramitam na Câmara também com o objetivo de incentivar o comércio de carros elétricos no Brasil. Pelo menos outros 21 projetos estão em trâmite na Casa, tendo sido apensados ao PL 4086/2012, do deputado Fernando Coelho Filho (PSB-PE).

Tido como um dos principais do tema – haja visto que outros projetos foram apensados a ele -, o PL quer isentar os veículos elétricos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além de zerar as alíquotas da Contribuição para Programas de Integração Social e de Formação de Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O Brasil precisa de centros de recarga?

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o estoque global de veículos elétricos ultrapassou a quantidade de 3 milhões em 2017. Apenas naquele ano, foi vendido um número recorde de 1,1 milhão de carros, com a China sendo a principal compradora e a Noruega a maior participante per capita.

Segundo uma pesquisa da Accenture Strategy, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas Energia (FGV Energia), a expectativa é de que, até 2020, existam 13 milhões de carros elétricos em circulação no mundo. Em 2030, esse número alcançaria os 140 milhões, 10% do total de carros.

No entanto, o Brasil ainda precisa evoluir na comercialização de carros elétricos para ter uma representação significativa no mercado. Estima-se que, em 2017, foram comercializados quase 3,3 mil veículos elétricos no país. Enquanto isso, segundo o estudo, o Brasil teria a capacidade de vender até 150 mil carros elétricos por ano.

Segundo a FGV Energia, entre 2011 e 2016, o Brasil comercializou 5,9 mil carros elétricos. Somados com os números das vendas de veículos elétricos em 2017, estima-se que estejam em circulação, atualmente, entre 9 e 10 mil carros elétricos no país.

Durante a greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio de 2018, a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) divulgou um comunicado falando sobre o cenário de mobilidade nacional e destacando que era a “hora da mobilidade elétrica”.

“O Brasil é um dos líderes mundiais em geração de eletricidade a partir de fontes renováveis. É também líder mundial em biocombustíveis. Tem uma indústria de transporte sustentável já instalada no país. Tem tecnologia e recursos humanos e materiais. Tem, portanto, todas as condições de acelerar essa urgente transição energética. Até quando ficaremos voluntariamente reféns do mercado internacional do petróleo e daqueles que, no Brasil, se beneficiam da velha indústria dos combustíveis fósseis? No Brasil, o tempo da mobilidade elétrica já chegou”, destaca a nota.

De acordo com o site Promob-e – Sistemas de Propulsão Eficiente, lançado em 2018 em uma parceria entre os governos brasileiro e alemão, um carro elétrico no Brasil custa, em média, R$ 150 mil. Além disso, as montadoras ainda trabalham com lista de espera, não mantendo muitos veículos em estoque.

Já em termos de transporte público, o site destaca que existem os ônibus elétricos, com uma autonomia de até 250 quilômetros. No entanto, segundo explica, esses veículos só estão disponíveis, até o momento, em Florianópolis (SC), Campinas (SP) e Brasília (DF).

 

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