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Separação iminente

PMDB pode declarar independência do governo no Senado, alerta Renan

Inconformado com a reforma ministerial, Renan Calheiros avisa que Dilma não terá mais apoio irrestrito, caso o partido fique fora do segundo escalão do governo

PMDB pode declarar independência do governo no Senado, alerta Renan
Segundo Renan, o partido se sentiu humilhado por Dilma em sua reforma ministerial (Reprodução/Veja)

Inconformado por ter perdido influência na reforma ministerial de Dilma, o PMDB ameaçou rachar de vez com o governo e se tornar independente dele no Senado, caso o partido fique fora das indicações para o segundo escalão do governo.

A notícia foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), durante uma reunião na casa do vice-presidente Michel Temer, que contou com a presença do ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante (PT) e das Comunicações, Ricardo Berzoini (PT).

No encontro, Renan disse que, por ele, o PMDB teria emitido uma nota pública, dizendo não ter sido consultado sobre os nomes indicados pela presidente. “Nunca vi o Renan daquele jeito”, disse ao jornal Estadão, um peemedebista que estava presente no encontro, mas não quis se identificar.

Segundo Renan, o partido se sentiu humilhado por Dilma em sua reforma ministerial e, por conta disso, decidiu que o apoio ao governo não será mais irrestrito. A ameaça é grave, considerando que o PMDB compõe a maior bancada do Senado, com 19 dos 81 senadores.

O PMDB conquistou quatro ministérios para o segundo mandato de Dilma: a secretaria da Pesca, o ministério do Turismo, da Agricultura e de Minas e Energia, este último mais cobiçado por controlar a Petrobras e o setor energético do país.

Apesar disso, a cúpula do PMDB esperava conquistar mais dois ministérios, o das Cidades e da Integração Nacional, pastas com bons orçamentos e ramificações no nordeste, reduto do PMDB. A não indicação foi uma decepção para o PMDB, que tinha as duas pastas como certa após dar apoio total à aprovação da proposta que permitiu ao governo descumprir a meta fiscal de 2014.

O partido também ficou insatisfeito com o fato de o PROS e o PSD, partidos sem representatividade no Senado, receberem os ministérios das Cidades e da Educação, respectivamente. A nomeação de Kátia Abreu para Agricultura também desagradou o PMDB. Apesar de ser do partido, Kátia não era um nome de consenso entre a cúpula do partido.

Fontes:
Estadão-Renan avisa a ministros de Dilma que PMDB pode ficar independente no Senado

1 Opinião

  1. Marluizo Pires Cruz disse:

    É de difícil compreensão quais são os interesses objetivos dos partidos políticos reivindicarem indicação de ministros e conquistarem ministérios. Parecendo constituir um quarto poder. As declarações de insatisfação descrita no texto atribuído ao presidente do Senado, “Inconformado por ter perdido influência na reforma ministerial de Dilma, o PMDB ameaçou rachar de vez com o governo e se tornar independente dele no Senado, caso o partido fique fora das indicações para o segundo escalão do governo”. Pois esses interesses são contrario a Constituição Federal nos princípios fundamentais onde São poderes da União, independentes e harmônicos entre se o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, sendo que Compete privativamente ao Presidente da Republica. I – nomear e exonerar os Ministros de Estado. II – exercer, com auxilio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração Federal. Porquanto pelo texto constitucional é de difícil compreensão quais são os interesses e motivos da Presidenta da Republica em se tornar dependente de representatividade no Legislativo para nomear Ministros e distribuir Ministérios. Satisfazendo Partidos Políticos. Porém insatisfeitos esses partidos, será possível a Presidenta Governar independente?

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