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ESQUEMA ILEGAL

Polícia Civil investiga médicos de SP por fraude na Saúde

Segundo as investigações, médicos receberam verba para receitar a pacientes com alta taxa de colesterol um medicamento de uso proibido no Brasil

Polícia Civil investiga médicos de SP por fraude na Saúde
Segundo a CGA, brasileiros estariam sendo usados como cobaias do medicamento americano (Foto: sp.gov)

Uma investigação feita em conjunto pela Corregedoria-Geral de Administração (CGA) e a Polícia Civil do estado de São Paulo apura o envolvimento de pelo menos 18 médicos em um esquema de fraude na Saúde que teria colocado pacientes em risco e gerado um prejuízo de R$ 40 milhões aos cofres públicos.

A investigação teve início em 2013 e apura o uso de brasileiros como cobaias para um laboratório americano chamado Aegerion Pharmaceuticals. Segundo a denúncia, o laboratório teria pago a médicos brasileiros para receitar o medicamento Juxtapid a pacientes que sofriam de hipercolesterolemia familiar homozigótica (doença caracterizada pela alta taxa de colesterol no sangue). Esse esquema teria ocorrido antes de o medicamento ser aprovado pela Food and Drugs Adminsitration (FDA), órgão regulador do setor de remédios e alimentos do país. A liberação para venda e uso nos EUA só ocorreu em 2012.

A investigação começou após a suspeita da CGA em relação ao aumento no número de pacientes que entraram com pedido na Justiça para receber o remédio gratuitamente pela Secretaria Estadual de Saúde. Segundo a CGA, as prescrições eram sempre feitas pelos mesmos médicos, com o mesmo diagnóstico. Em nota, o corregedor da CGA, Ivan Agostinho, afirmou que “há uma questão muito maior do que o dinheiro, que é o fato do brasileiro estar sendo usado como cobaia.”

Uma cópia do processo elaborado pela CGA será enviada ao FBI. Segundo as investigações, os pacientes que fizeram uso do medicamento sofreram efeitos colaterais como formigamento nas mãos e tontura.

Fontes:
Estadão-Polícia investiga médicos por fraude na Saúde

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1 Opinião

  1. helo disse:

    Só um ponto não ficou claro. O remédio foi liberado nos EUA em 2012 e não foi liberado aqui? Ficou caro porque não foi liberado? Os diagnósticos estavam corretos?

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