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Política: a diferença entre as técnicas de propaganda e de publicidade

A estratégia dos partidos para estas eleições é baseada nas modernas técnicas de propaganda, mesmo que os 'propagandistas' de campanha não sejam tão brilhantes

Política: a diferença entre as técnicas de propaganda e de publicidade
A estratégia dos partidos para estas eleições é baseada nas modernas técnicas de propaganda (Reprodução/AFP)

Há diversos conceitos para definir a diferença entre propaganda e publicidade. O mais aceito, no entanto, é aquele que classifica a publicidade como a técnica para produzir a compra e a venda de produtos e serviços enquanto propaganda tem a ver com forjar ideias, formar imagens públicas – tendo mais a ver com política e ideologia.

Na Alemanha de Hitler, a propaganda era levada muito a sério: tinha a ver com a confecção de discursos, a fixação dos ideais, a produção de marcas – como o lamentável cumprimento nazista – e técnicas para insuflar as massas, como os discursos feitos no mais alto volume para, deliberadamente, causar irritação na audiência. Todo esse conjunto de estratégias ficava a cargo de alguém tão genial quanto insano como Paul Josef Goebbels.

Se há 81 anos, a propaganda era uma ferramenta de grande importância, imagine hoje.

Guardadas as devidas proporções – e sem fazer comparações de cunho ideológico – a campanha de Dilma Rousseff está usando e abusando de propaganda. A presidente vocaliza em seus comícios que o programa Bolsa Família vai acabar se seus adversários forem eleitos. Também na TV, a estratégia do medo vem sendo adotada, demonstrando os riscos que o cidadão corre se decidir interromper o projeto de Governo petista.

A estratégia dos partidos para estas eleições é baseada nas modernas técnicas de propaganda – mesmo que os “propagandistas” de campanha não sejam tão brilhantes assim. De todo modo, os resultados têm demonstrado relativa competência em uma ou outra ação e não foi à toa que a ascensão de Marina Silva acabou desacelerada pelas ações tucanas e petistas.

Como quem cruzou os mindinhos para trocar de mal, Dilma adota outra estratégia de propaganda: zangada que está com a imprensa, ela não responde mais às perguntas que recebe dos jornalistas e limita-se somente a dizer aquilo o que quer – geralmente perguntado por um jornalista de sua própria campanha.

Diante da agressiva pró-atividade da estratégia de campanha contra Marina, não restou a ela senão a postura reativa, de negar tudo aquilo o que lhe imputam. Assim, ela acabou neutralizada pelas estratégias de propaganda de partidos maiores como o PT e o PSDB. Marina perdeu o poder de tomar a iniciativa.

Que os homens da propaganda de Marina consultem nos livros as técnicas do velho estrategista de Berlim, que acabou se suicidando diante da ruína do Reich.

1 Opinião

  1. Mauricio Fernandez disse:

    A estratégia de Dilma é comportar-se como se nada estivesse acontecendo. Não adianta falar em corrupção ou que tudo está desmoronando em sua volta. Continua o “blá, blá, blá…” do Brasil maravilha. Com isso ganha tempo, pois a articulação de sua campanha é péssima; cada vez que ataca, sugerindo que “tem boi no mato” acerta um tiro no próprio pé”. Não dá para haver comparações com a campanha nazista. Existia uma ordem cronometrada aos moldes militares que encantam e levam multidões de arrasto. Eis as razões do uso ‘tímido, fraco e quase idiota’ que se faz do uso de bandeiras. Um arremedo que mal feito apenas traz alguma ilusão passageira.

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