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Opinião

A censura não existe, mas vem de todos os lados

Nossa sociedade democrática dispensa tantos mecanismos de controle Por Claudio Carneiro

A censura não existe, mas vem de todos os lados
Rafinha Bastos foi afastado da bancada do CQC após comentário sobre Wanessa Camargo (Reprodução/ Correio)

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Alguns acreditam que a censura no Brasil esteja morta e enterrada pela Constituição de 1988. Este estranho hábito de usar a tesoura e decidir o que os outros podem ler, assistir ou consumir já teve seus tempos áureos – se é que podemos compará-los com o ouro – nos anos de chumbo, mas ainda persiste em episódios cada vez mais frequentes de nosso cotidiano.

A censura teve sua “musa” no período mais triste da ditadura militar.  Solange Teixeira Hernandes aparecia antes de cada programa de televisão ou filme, com carimbo e assinatura, liberando ou proibindo a exibição de milhares de obras intelectuais. A chefe da Divisão de Censura de Diversões Públicas era uma campeã de audiência entre 1980 e 1984 e comandava 279 funcionários espalhados pelo país. Logo que deixou o cargo, substituída por Coreolano de Loyola Cabral Fagundes, o nome dela foi também o mais ouvido no rádio quando Leo Jaime teve a ideia de fazer a versão brasileira de “So lonely” – do The Police – com a debochada, e não casual, “Solange”.

Hoje uma senhorinha septuagenária, Solange Hernandes vive em Ribeirão Preto – a exatos 715 quilômetros de Brasília – e atende pelo nome de solteira, Solange Maria Chaves Teixeira. Ela nunca fala com a imprensa e nem entrou pro Guiness: embora tenha vetado 1.168 letras de música. Assim como o ex-presidente João Figueiredo que pronunciou a famosa “Quero que me esqueçam”, Solange deve desejar o mesmo todos os dias.

Ocorre que recentes episódios sempre nos trazem a censura – e a censora de volta. O Opinião e Notícia pode falar à vontade das investigações da Polícia Federal sobre a suspeitíssima Operação Faktor – ou Boi Barrica – que envolveu o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José idem.  Já o jornal O Estado de São Paulo e seu portal Estadão estão impedidos por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Um pedido do senador ao desembargador Dácio Vieira acabou “censurando” o jornalão e aplicando multa de R$ 150 mil por matéria publicada sobre o assunto ou por “violação do comando judicial” – como prefere o magistrado.

Por causa de uma calcinha, Iriny Lopes – é preciso que a apresente – ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, representou contra o anunciante Hope por utilizar a escultural Gisele Bündchen – que dispensa apresentações – numa campanha de publicidade. Até o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) – que tem exacerbado o seu poder de somente regulamentar – surpreendeu ao não penalizar o anúncio. Depois de dizer que o filme “promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como mero objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, dona Iriny encerrou sua demanda com a frase: “No caso Gisele, a censurada fui eu”. E a Hope agradece o arroubo ministerial: nunca vendeu tanta calcinha!

Mais que infeliz ao fazer comentário sobre a cantora Wanessa Camargo e o filho dela que sequer nasceu ainda, o humorista Rafinha Bastos foi afastado da bancada do programa CQC pela direção da TV Bandeirantes. Ofendida, a artista entrou com ação por danos morais e um pedido de indenização de R$ 100 mil. Até aí nada de mais. O que assusta é que tenha sido Ronaldo Fenômeno quem pediu o afastamento do boquirroto apresentador.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho defende um projeto de regulação da mídia – garranchado pelo PT – e afirma que veículos de comunicação sérios não têm motivos para temer o assunto. Ou é amigo do Sarney ou não sabe o que aconteceu com o Estadão – ou os dois. E mais, se considerarmos que 271 políticos brasileiros são donos de emissoras de rádio ou de TV, fica muito difícil definir o que é um “veículo sério” pra Carvalho.

Numa sociedade que se propõe democrática, não são necessários tantos mecanismos de controle – ou censura – principalmente vindos de sarneys, ronaldos e irinys travestidos de solanges. O cidadão/consumidor/espectador/eleitor tem no controle remoto e no voto eletrônico, por exemplo, a ferramenta de escolha tirando do Governo, dos partidos, dos políticos e dos que se julgam poderosos o ímpeto de fazer valer suas próprias vontades. Alegar a melhor das intenções para ressuscitar o pior é o que merece censura.

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29 Opiniões

  1. Manfred K. Richter disse:

    Realmente no caso do Rafinho Bastos foi de certo “mérito” dele o afastamento. Não se fala em “comer” uma mulher grávida com seu bebê em pleno ar da TV Brasileira. Certamente que, no mínimo, 90% dos homens que já tiveram ou pensam muito em ter família (ESPOSA) se ofenderiam com o caso.

  2. Edna da Penha de Freitas disse:

    A censura sempre existiu e sempre existirá, isto porque podemos apoiar, opinar, votar e até mesmo revoltar, diante daquilo que ouvimos.
    As vezes somos infelizes ao dizer algo programado ou não, pois a interpretação vem depois das palavras ditas, isto é óbvio,e não tem como ser diferente.

  3. Beta disse:

    É preciso ter cuidado com a censura. O que é certo para um pode não ser para o outro. Cabe ao partido que está no poder ditar as regras do que devemos ouvir, ver, consumir? O Rafinha Bastos foi horroroso no comentário dele. Sabe o que fiz? Não assisto mais o CQC. Achei a propaganda da Hope boba e machista – quem paga minhas contas sou eu! Sabe o que fiz? Não compro mais aquela marca. O poder está em nossas mãos: controle remoto, poder de consumo… Não preciso do Estado pra me defender nestas questões.

  4. André Luiz D. Queiroz disse:

    Sobre o humorista: arrogante e inconsequente, confunde humor com insulto, e só está ‘queimando filme’.
    Mas a análise feita no texto ao fenômeno da censura é que é pertinente! Espero que a sociedade brasileira tenha maturidade para não deixar que essa… (pode dizer ‘excrecência’?) retorne!

  5. Lenoir Vargas Pinto disse:

    Bom dia.. Vc desenterra fatos impúrios de um tempo que envergonha nossa historia e os compara com o que este deprimente disse em um canal aberto.. O fato em questão é Liberdade de expressão sim, agora usar esta mesma para falar em canal abeto o que bem entende a troco de uma maldita audiencia, … ai sim é o FIM.
    Que se dane Sarney e a longinqua epoca da ditadura.. Vivamos o Momento e tem que ser dado um basta nesta gente de Boca suja que teimam em permanecer na televisao brasileira.. Em tempo : Meus filhos presenciaram tudo aquilo que ele falou naquele programa.. É dificil aceitar.
    Obrigado

  6. cilon disse:

    alguns médicos diferem de alguns jornalistas, o motivo é que alguns médicos acham-se quase deuses, e os jornalistas? eles tem certeza de sua divindade,, …. do alto de sua onisciência, discutem desde o parto da formiguinha até fissão nuclear,,, podem atacar , ofender com suas opiniões e ai daqueles que tenham a ousadia de contradize-los, afinal o quarto poder tem que ser livre a qualquer preço…

  7. Almanakut Brasil disse:

    Antes subiam nos palanques, gritavam roucamente e defendiam a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão!

    Hoje, passando para o outro lado, onde o sol nunca nasce quadrado e a ilha da fantasia é melhor do que se pensava, não querem ver a ratoeira armada!

    E o pior, é que a “vaca de divinas tetas” arrumou mamadores de todos os lados, inclusive aqueles que sempre precisaram de uma ideologia para se viver!

  8. João Cirino Gomes disse:

    As obras censuradas perderam espaço para uma informação paga com verbas dos impostos do cidadão!

    Ou seja hoje se combate as informações com contra informação! Um jornalista publica uma matéria, isso é se o lhe permitirem; e aparecem mil pagos para destorcer a informação, ou desacreditá-lo!

    Podemos citar como exemplo as investigações que levaram Daniel Dantas a Cadeia! Mas por ser sócio do filho do ex presidente, poucos falam sobre o fato! Mas a mídia ganhou e espalhou que Lulinha é um gênio!

    Mas alguém questiona que Lulinha se tornou empresario fazendeiro bilionário só depois do pai se eleger?

    A história muda, a democracia é faz de conta e a ditadura mudou sua forma obsoleta, para uma forma mais sutil!
    Onde ditadores, usam e abusam do nosso voto de confiança , distribuem nossos impostos como se deles fossem donos, e se passam por salvadores da pátria!

  9. Wellington Gomes disse:

    Concordo plenamente com a Beta. Os ofendidos é que podem (e devem) se rebelam contra as ofensas. O fato é que a Wanessa Camargo se sentiu ofendida e ajuizou um processo contra o Rafinha Bastos. É direito dela, que foi diretamente ofendida. E as palavras ao vento se transformarão para ela numa pomposa indenização. Já aqueles que se sentiram indiretamente ofendidos com as declarações dele têm um poder ainda maior: o de parar de dar audiência a ele. Duvido que, ao ver cair a audiência do CQC ou o número de espectadores de seus espetáculos, se o Rafinha logo não muda e se retrata. O problema é que a sociedade brasileira concorda com ele, e aí é muito cômodo jogar a responsabilidade em outros para que o censurem.

    Eu acho de uma democracia tremenda a ministra Iriny ter que representar contra o CONAR, e o CONAR, um órgão administrativo, julgar o caso, e ainda negar provimento ao recurso de uma alta executiva do governo. Iriny é mulher e se sentiu ofendida como mulher, e, da mesma forma que ela, qualquer mulher que também se sentisse ofendida poderia recorrer ao CONAR. E ele ouviu as duas partes e decidiu em favor da Hope.

    A democracia é isso: é dar a possibilidade para que qualquer um possa falar, seja quem prejudica, seja quem é prejudicado; e será uma democracia ainda melhor quanto mais for possível que tanto quem prejudica quanto quem for prejudicado possa se expressar, e de maneira semelhante. Ela não vem para censurar, mas ao contrário, suscitar o debate. Logo, é bom que a ministra tenha se pronunciado, para dar outra opinião e fazer-nos pensar.

    É triste ver pessoas que nada têm a ver influenciando nos casos, como o Ronaldo Nazário. Mas ao mesmo tempo em que ele influencia uma rede de televisão a censurar o Rafinha, outras tantas pessoas em outros lugares protestam contra o silenciamento dele. Isto é uma oportunidade de crescimento da nossa democracia que não devemos deixar passar.

    Em resumo, devemos lutar para que o direito à liberdade de expressão seja garantido, não se censurando a Hope ou o Rafinha, mas sim preservando o direito à indenização no caso de ofensa, e dando a oportunidade de os lados contrários falarem com o mesmo impacto (direito de resposta), deixando, pois, nas mãos do povo brasileiro, seguir a posição que bem entender.

  10. Evandro Alexandre disse:

    De maneira alguma, concordaria com o comentário do
    Rafinha Bastos, mas a cantora, se é que pode se dizer que é, encontrou um motivo que ela acha que vai promover a sua carreira e se não quisesse promoção, teria colocado essas ações judiciais longe da mídia cretina.

    Pior do que isso, são as vítimas do “Taradão do Jaleco Branco”, que além de ser solto, está foragido.

    Além do mais, quando ocorreu aquele episódio do sequestro do tio dessa cantora, sendo uma das causas, a exposição das suas posses em revistas de celebridades, a sua família fez que nem o Rock in Rio, deixando o país e indo para Miami, ao invés de ficar aqui e enfrentar o problema de frente.

  11. L. Schmidt disse:

    O Brasil é um país absolutamente hipócrita; onde tudo pode ser feito, mas nada pode ser dito!

  12. Nengatel disse:

    Velho,o cara foi infeliz no comentário, deveria no mínimo pedir desculpas, mas o que percebemos é que ele não está nem aí,deixa o pudor de lado e passa a ofender em busca de audiência.
    Agora sentirá no bolso.

  13. Luiz Mourão disse:

    Não há que aprovar ou condenar censura se, ANTES, a liberdade de imprensa não está evidente!!
    Há os ingênuos que acham que a mídia brasileira é paladina do Bem e da Justiça; ledo engano…
    A mídia brasileira, especialmente a grande mídia, está, até o pescoço, comprometida com seus próprios interesses, e veicula, da realidade, somente o que a eles aproveita…
    Logo, falar em censura ou liberdade de imprensa é utopia das maiores…
    Mas A WEB vai acabar com esse monopólio, com esse poder de dirigir a população como se dirige um rebanho; TODOS NÓS poderemos ser fonte de informação e contra-informação, e isso atormenta os donos da mídia e seus comparsas (políticos e governantes, em sua maioria)!!
    Um simples BLOG pode catalizar mais revolta e indignação do que um jornaleco nacional da rede bobo, que ainda insiste em posar de isento e imparcial e útil ao país…

  14. Tromeu disse:

    Rafismos a parte, a censura age, discaradamente,nao que antes do P T nao houvesse nenhum tipo de censura.

  15. renato vasconcellos disse:

    O pior dos crimes, não é racismo, homofobia, violência física etc.. O pior dos crimes é impedir que a pessoa pense e que fale o que pense. Temos todo o sagrado direito de discordar, mas não de proibir.
    Êste fascismo sutil e escondido atrás de uma ideologia ou crença é pior que o fascismo franco, pois êste sabemos como combater

  16. wander kimam disse:

    a censura e mascarada.pois se fosse o contrario o brasil estaria melhor.portanto quando querenos falar a verdade nao nos ouve muito menos nos interessam. e importate que se o pais se diz democrata é para todos, ou somente para os politicos que fazem trapassadas e presepadas e pizzaria, e tudo mais. portanto se a lei e iguel para todos devemos entao saber que ela deve valer para todos politicos ou nao politicos. pois se voce abrir a boca, para denunciar qualquer coisa corre risco de vida. varios jornalistas ja foram mortos , pelos ditadores ocultos. que ainda estao no poder. e sho soh olhar no caso de brasilia. todos querem mandar e mandam mesmo. aumentam os seus salarios mas nao veem o povo morrendo nos hospitais nas cadeias nas ruas. e ficam com essa palhaçada moral de que tem de acabar o podre do pais que sao os usuarios de cracks. e tudo mais. tem vergonhas dos usuarios mas nao liberam verbas nenhuma para socorre-los-tambem estao continuando com a robalheira e nao caçam ninguem.somente aqueles que denunciam. veja o exemplo do jornalista da globo. que foi morto. a mando dos chefoes. e nao foi do trafico nao. isso e conversa para boi dormir.nosso pais so tera um jeito quando fecharem o congresso nacional. e tiver alguem que pode ouvir o povo.

  17. Zé da Silva disse:

    Desde quando podemos considerar censura as palavras e atitudes desse despudorado que apelidam de comediante. Não usem a liberdade de imprensa como argumento para justificar o injustificável. Esse moço que provavelmente foi um menor rebelde, transformou-se num sujeito agressivo e sem limites.
    Êle precisa pagar por seus atos injustificáveis.
    Eu diria que trata-se de um caso de pedofilia fetal.

  18. Alcebiades Abel Filho disse:

    Não podemos confundir liberdade com o mal uso da liberdade. A imprensa é uma instituição como todas que existem na face da terra composta de seres hu manos sujeitos a erros e acertos. Desta forma tem que ser criticada quando faz alguma coisa errada. O que mais me assusta é o estardalhaço que se faz de fatos como este do jornalista Rafinha que é um caso típico de abuso de poder, considerando que a imprensa é o quarto poder. A imprensa não pode ser maculada com atitudes de elemento irresponsável.

  19. PENSADOR disse:

    No caso de algumas artista, sem citação de nome, que usaram e abusaram da propaganda de seu comportamento íntimo para se promover, usando e abusando da imagem da liberdade sexual e escândalos a la Maddonna, não é de se espantar que algum fã, artista ou não, tenha um arroubo verbal de desejo , expressando de súbito aquilo que ela pesadamente investiu no subconsciente coletivo de seus seguidores.
    O fã que assim se expressou, em público, talvez seja mais vítima (da persuasão midiática)
    Acredito mesmo que o arroubo foi feito como forma de elogio ao expressar que, mesmo grávida, a artista continuaria desejável aos seus fãs. Grosseiro mas, elogio como o comportamento de algumas divas estrangeiras aqui imitadas.

  20. PENSADOR disse:

    A POLÍTICA DO “POLÍTICAMENTE CORRETO” É A PIOR DAS CENSURAS EM QUE PSEUDO INTELECUAIS SE APROPRIAM DO PODER DE DITAR QUAL POLÍTICA É CORRETA SIMPLESMENTE COM A MÉTRICA DE SEUS OLHOS E PENSAMENTOS.

  21. helo disse:

    A Censura tem tentado nos seduzir. Se não sei quem é Rafinha ou Ratinho, todos sabemos quem é Sarney, arqui-poderoso nesse governo, cujo filho calou o Estadão e fez até cair a chefe da Receita.
    Sei de 3 jornalistas que deixaram o país a contragosto, por pressão do governo.
    O Conar teve o senso de limite que não teve a ministra. Porém nos deixou a falsa impressão de que o governo é contra a censura. Não creio.
    O cala boca teve o seu pior e mais ameaçador exemplo no mensalão, e não houve ninguém do governo que se manifestasse contra. Por que?

  22. Nivaldo Capoia disse:

    A censura sempre exitiu e sempre existirá…
    Toda ideologia escraviza,idem para religiões falsas, idem para partidos/quadrilhas políticas, etc.
    Não existe comunidade sem censura…
    A liberdade só será excelente se houver censura controlada democraticamente…
    Conviver em comunidade significa “podar” excessos, seguir regras, etc. Isso é censurar.
    O maior instrumento de censura que existe no Brasil é a própria Constituição Federal…
    Ditar (vem de ditador) regras significa censurar. Isso é necessário na convivência de grupos.
    Porém, censurar a imprensa é partir para a CENSURA DOENTIA, ANTIDEMOCRÁTICA. É rasgar a Constituição Federal…
    O problema da democracia no Brasil não é a Constituição, é a corrupção de nossos magistrados, que se acham arautos da verdade, quando na verdade são arautos da mediocridade. São tão ou mais corruptos que as próprias quadrilhas travestidas de partidos políticos…
    O sistema judiciário brasileiro vive na idade média. Devido ao pensamento colonialista que graza nossos magistrados. São representantes do Robim Hood das elites. Pelo menos 90% deles… Uma pena! (de quantos anos?????)

  23. frambell disse:

    O POVO
    Se economicamente o Brasil se firma como potência, do ponto de vista ético e moral foi jogado na lata de lixo pela classe política nativa. Estamos sendo chamados de “Nova Sodoma”, tamanha é a licenciosidade que contempla a nossa sociedade de cima abaixo, onde tudo é permitido. Que exagero, dirão. Aí está o agravante: a nossa familiaridade com o fenômeno deixa tudo normal aos nossos olhos. Se tivermos o mesmo destino da Sodoma bíblica, Deus será obrigado a nos destruir, antes que nos destruamos a nós mesmos. A falta de compostura dos políticos aliada à classe rica economicamente dominante, para quem tudo é disponibilizado sem limite em detrimento do povo é, sem dúvida, o motivo de tudo que aí está. E o povo? Bem, o povo pratica sem descanso o seu esporte preferido: a gastança. Apenas, em obediência à mídia. Prova de que no Brasil manda quem pode; até nas nossas mais comezinhas convicções; o poder do dinheiro torna seus donos habilitados a qualquer coisa. Com a falência da escola, descobriu-se que povo desinformado vira massa de oleiro. Manipulável. É a pura verdade. E o nível dos manipuladores então! Se Povo desinformado não tem discernimento, como ter noção do certo e do errado. A escola e a leitura aliadas a uma mídia profissional e atenta formam cidadãos com opinião e consciência critica, obrigando-os a pensar coerentemente. Por exemplo, gastar com equilíbrio, decidindo sempre pelo melhor e mais necessário. Mas, e quando não se pode contar com tais fatores? Sem o citado aparato em nosso favor, obedece-se a castas absolutamente concentradoras, desiguais na concepção – ricos e aliados políticos – porém, gêmeas na aspiração: desinformar para facilitar. Falhas em suas atribuições e moralmente enfraquecidas, ainda assim, transformam a nação em uma massa amorfa e manipulável, partindo da sonegação de direitos constitucionais inalienáveis, como educação, saúde e segurança, por exemplo. Um espetacular volume de vidas humanas desprovidas do mínimo conhecimento do que lhes é direito bate cabeça por falta de cumprimento do dever pelo estado. Como revanche, comete outro grave equivoco: defende-se com uma profunda aversão à política que, por mais estreita que seja, pode ser uma porta de saída de nações em dificuldade. Mas o que fazer, se a nossa fonte de conhecimento é o que permite este circo bufão de palhaços sem graça, decadentes e faltos de talento e dignidade.
    Quanto a algumas presenças recentes ao Olimpo das artes, para quem autocrítica não é talento, a ofensa aos outros tem se transformado na mais “pura” arte do humor. É claro que a censura oficial, além de não ter nenhuma graça, não passa do pior presságio para uma nação. Entretanto, o nosso próprio talento poderá nos garantir a alegria. Há sempre a esperança de que entre o povo surjam talentos verdadeiros. Se não como humoristas, pelo menos como platéia exigente que pretenda não desperdiçar o riso.

  24. Luiza Vieira disse:

    Ridícula esta foto deste idiota Rafinha com mordaça e carimbo de censura. Este animal deveria estar preso. Sem valor nenhum artístico ou intelectual, quer aparecer falando as barbaridades que quiser, afrontando a todos.Injúria é crime . Liberdade rima com responsabilidade. E ainda se faz de vítima…

  25. max disse:

    100%, pena que este tipo de informação não sai na rede esgodo, nem na record podre.

  26. Vanderlei Alves Pereira Junior disse:

    Sinceramente, eu odeio a esquerda e tolero a direita, sou um conservador, digo isso porque achar que voto e remoto controlam alguma coisa, me parece uma ingenuidade bem perigosa, para dizer o mínimo. Sou contra tudo que o PT faça, tanto na área econômica, pois sua pretensa política econômica liberal, é apenas uma tática oportunista, quanto em qualquer outro âmbito humano, seja político, social, cultural, educacional, pois maxime que eles são socialistas e comunistas, e sou católico.
    O problema real da censura é que ela é pior que no tempo da ditadura sob certos aspectos, pois se eu quiser falar sobre a mordaça que os gays e aliados querem impor ao retsante da sociedade brasileira, ninguem me permitirá falar, se eu for falar sobre o conluio da midia com o governo para esconder o maior plano de dominação da america latina, ninguem se prestará a publicar, se alguém tentar dizer que o desarmamento da população civil de bem, só favorece aos criminosos, quem dará vazão a estas informações, dentre outros conteudos politicamente incorretos que são verdades claras que a maioria dos meio de comunicação fazem questão de boicotar. deste modo, o que esperar deste pais senão pessoas cada veze mais pobres espiritualmente, ainda que ricas economicamente, e a barbarie quase total em pouco tempo? Deus nos ajude a superar isso.

  27. Deise disse:

    A volta da censura não interessa a ninguém, mas a falta de ética e respeito também não são bem vindos.
    Acredito que, os programas humorísticos de TV, às vezes, ultrapassam os limites e ninguém gosta de ser ofendido sem motivo. Deve haver limites sim.

  28. Luiz Franco disse:

    A liberdade de expressão foi usurpada pelos meios de comunicação que a usam como salvaguarda de seus interesses corporativos. Não é liberdade que elas querem,é a imunidade.

  29. Aliomar de Vasconcelos disse:

    Sobre o pseudo piadista Rafinha Bastos : blá / blá / blá / blá / blá / blá / blá / blá / blá /
    ……………………………………….
    ………………………. É DIPLOMADO PELO
    CENTRO QUADRÚPEDE CAÇOÍSTA – C Q C – .

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