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A máfia no Poder ou o modo petista de ser

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Quando eu era menino, em uma Ipanema bucólica, as melhores notícias eram as geradas no boca-a-boca da garotada. Tínhamos como vizinhos uma família chefiada por um elegante senhor que — diria o Ancelmo Góis — era dado a saliências.

Recém entrado na puberdade, o filho mais velho "apertou" o pai sobre conquistas amorosas na região, especialmente de uma bonitona na esquina da mesma rua. O patriarca reagiu, inicialmente, aumentando a mesada do rapaz. Como não abdicava das aventuras amorosas, até onde sei, o meu amigo acabou ganhando um carro do pai, benesse que muito poucos disputavam à época.

Esse saudosismo todo me veio à mente quando ouvi a grave denúncia de Denise Abreu relativamente a falcatruas de Roberto Teixeira (o primeiro amigo) e Dilma Rousseff no episódio da venda da VarigLog e, posteriormente, da própria Varig para a primeira. Chama a atenção o fato de que a VARIGLog comprou a Varig por US$ 24 milhões e a revendeu, um ano depois, por US$302 milhões. Denise diz que Roberto Teixeira recebeu uma comissão de US$ 5 milhões, o que é confirmado pelo pagador Marco Antonio Audi. Dilma — diz Denise — mandou deixar de lado a pesquisa sobre a origem dos recursos dos investidores brasileiros, já que eles precisavam controlar, pelo menos, 80% do capital.

A esta altura, o leitor paciente deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com o meu vizinho conquistador ou, em termos mais modernos, paquerador. É simples. Ambos exercitam a chantagem à procura de benefícios. Depois, atendidas suas reivindicações, recuam e dão o dito pelo não dito.

Ainda está na memória de uns poucos brasileiros a divulgação de um livro de memórias de José Dirceu que seria escrito por Fernando Morais. Dirceu ameaçou, mas, aparentemente, recebeu tudo o que queria: desde participação em negócios de telefonia até mordomias nas embaixadas brasileiras no exterior.

Mais modesto, Silvinho Land Rover Pereira aceitou uns caraminguás quando ameaçou depor no Congresso. Rapidamente, teve uma crise de amnésia e, diante da patuléia embasbacada, não se lembrou de mais nada.

Denise Abreu era funcionária da Casa Civil de Zé Dirceu e talvez deva a ele sua indicação para a Anac. Ela está se lembrando de uma série de coisas que incomodam Dilma. Não sei o que o Zé Dirceu quer, mas desconfio que ele vai ganhar o carro que o conquistador da minha longínqua rua de Ipanema deu ao filho mais velho. Sem esquecer que a turma que está no Poder é mafiosa e acredita que os fins justificam os meios. Celso Daniel e seus familiares sabem disto.

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2 Opiniões

  1. Sergio Luis Bastos Nunes disse:

    Denuncia de FRAUDES EM EMPREZA DO GOVERNO foram enviadas com os documentos comprobatórios ao MPU-SC,TCU-SC,PF-PR,PF-SP:
    VEJAM:Eu não era a favor as cotas mesmo sendo afrodescendente e tive está opinião até 2006!! Minha opinião mudou pois fui discriminado em um concurso na Eletrosul/Eletrobras onde fui cadastrado como Afrodescendente e fui o 16° colocado ao cargo de Assistente Técnico Eletrotécnico.Fui discriminado, e vítima de quebra de ordem de classificação,fraudaram dois laudos médicos e a ordem de classificação na convocação, violaram a lei do código penal 77116 em seu art.3° impedindo com fraudes minha admissão e posse.Absurdos como estes ocorridos no Concurso Edital 001/2006 Eletrosul.Veja no site http://www.conesul.org/concursos.asp
    Existe um processo na Justiça Federal e Estadual em Santa Catarina sobre a fraude nestas cotas na Eletrosul.Também possuo documentos originais que comprovam as várias fraudes na Eletrosul.Querem as comprovaçãoes peçam no meu email:snunes@vetorial.net ou pelo fone:0xx-53-91353526
    Falar com Sergio Bastos.

  2. Sérgio Luis Bastos Nunes disse:

    ELETROBRAS ROMPE O ACORDO COLETIVO DE 2006 NÃO CONVOCA OS APROVADOS EM CONCURSO NA CGTEE E NA ELETROSUL E DISCRIMINA CANDIDATOS NO SISTEMA ELETROBRAS CONFORME DEMONSTRADO NA DOCUMENTAÇÃO PERTINENTE A CONCURSO EDITAL 001/2006 ELETROSUL INCLUSIVE COM USO DO ARTIFÍCIO DA FRAUDE PREMEDITADA PARA EXCLUIR CANDIDATOS. ENQUANTO NA CGTEE OS CONCURSADOS APROVADOS DO EDITAL 001/2006 SÃO DESCRIMINADOS E NÃO SÃO CONVOCADOS SOFRENDO DOLO POIS A CGTEE CONVOCA CONSURSADOS APROVADOS DE FORMA SUSPEITA NO CONCURSO EDITAL 001/2009 DENTRO DO PERIODO DE VALIDADE DO CONCURSO EDITAL 001/2006 .COMPROVANDO DESTA FORMA A IRREGULARIDADE E FRAUDE DA NÃO CONVOCAÇÃO DOS APROVADOS NO EDITAL 001/2006 E AS FRAUDES NAS AVALIAÇÕES FISICAS,PSICOLÓGICAS E MÉDICAS NO SUSPEITO CONCURSO CGTEE EDITAL 001/ 2009 VIOLANDO A ELETROBRAS A CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA do ACORDO COLETIVO DE TRABALHO ACT 2006 – acordado firmado na Cidade do Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2006.

    ELETROBRAS e suas empresas rompem com o Acordo Coletivo de 2006 rompem com as normas constitucionais no Concurso Eletrobrás – Eletrossul em 2006 onde violam o Acordo Coletivo de 2006 , violam o Edital 001-Eletrosul /2006 por primeiro identificar e diferenciar cor,raça no ato da inscrição justificando cotas prometidas em função do ACORDO COLETIVO DE TRABALHO que entre sifirmam, de um lado, Centrais Elétricas Brasileiras S/A- ELETROBRÁS, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco SIA – CHESF,Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A ELETRONORTE,Centrais Elétricas do Sul do Brasil S/A ELETROSUL, ELETROBRÁS Termonuclear S/A – ELETRONUCLEAR, FURNAS Centrais Elétricas SIA, Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL, Manaus Energia S/A, Boa Vista Energia S/A e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – CGTEE e, de outro lado, os sindicatos representados pela Federação Nacional dos Urbanitários, pela Federação Nacional dos Engenheiros, pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, pela Federação Nacional de Secretárias e Secretários e pela Federação Brasileira dos Administradores, a ELETROBRAS se compromete em cumprir e fazer cumprir a CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA As Empresas signatárias deste acordo, por meio de suas áreas de Recursos Humanos, comprometem-se a desenvolver campanhas de conscientização e orientação destinadas aos empregados e aos gerentes, sobre temas como Assédio Moral. Assédio Sexual e outras formas de discriminação de sexo, raça, religião ou ideologia, com o objetivo de prevenir a ocorrência de tais distorções e coibir atos e posturas discriminatórias nos ambientes de trabalho e na sociedade de forma geral. Que foi exatamente que a Signatária da Eletrobrás-Eletrosul praticou ao identificar cor e raça na inscrição a pretexto de cotas para posteriormente cancelar as ditas cotas após já ter irreversivelmente identificado todos os Afrodescendentes inscritos no concurso.O mesmo ocorrendo com a exclusão injustificada dos Concursados aprovados em todas as etapas do Concurso CGTEE Edital 001/2006 que ainda aguardam a sonhada convocação por parte da ELETROBRAS.

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