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Estados Unidos

A pole de Obama na próxima corrida presidencial

O republicano escolhido deverá, imediatamente, enfrentar o gigante da política norte-americana

A pole de Obama na próxima corrida presidencial
Obama larga na 'pole position' em 2012 (Foto: The Economist)

Na próxima semana, um grupo de republicanos irá realizar o primeiro debate na televisão, voltado à campanha presidencial de 2012, nos Estados Unidos. Quem, finalmente, ganhar a indicação de seu partido político deve, em seguida, enfrentar Barack Obama, o gigante da política norte-americana. O presidente carrega uma forte guerra, seu partido firme atrás dele e uma rara capacidade de inspirar. No entanto, ainda é vulnerável. Esta semana uma pesquisa o mostrou em uma luta com Mitt Romney, o republicano favorito.A questão é se algum dos republicanos terão personalidade e, especialmente, ideias, para enfrentá-lo.

Um presidente em exercício normalmente ocupa a “pole position” na corrida presidencial. Enquanto os republicanos passarão o ano em disputa entre si, Obama pode aparecer apenas como estadista. Sua taxa de aprovação está em torno de 50%, melhor que Bill Clinton, em comparação à mesma fase política, em 1995. Mas enquanto o caso de Clinton pode incentivar Obama, seu antecessor deve preocupá-lo. Na primavera de 1991,  George Bush se dirigia à reeleição, em novembro foi derrotado, e o principal motivo foi a economia lenta.

A recuperação atual, na sequência do pior choque financeiro desde 1929, é ainda mais lenta. O crescimento no primeiro trimestre foi de 1,8%. O desemprego, de fato, aumentou para 9,1% em maio. A taxa de criação de emprego apenas emparelha-se com o aumento natural da população em idade ativa.

Em 2008, Obama representou a mudança. Desta vez, deverá afastar as acusações de que é o culpado pela recuperação dolorosamente lenta, argumentando que teria sido pior sem suas medidas, como o pacote de estímulo de US$ 800 milhões. O argumento pode ser verdadeiro, mas não será fácil vendê-lo. Além de todas as outras lacunas que Obama deixou em branco, como as propostas de fazer algo pelo meio ambiente, ou pela imigração e ainda sobre Guantánamo.

Fazer estas perguntas certamente abrirá espaço a qualquer republicano nesta corrida política. Mas apenas os questionamentos não bastam, os republicanos ainda precisam de um candidato credível e de políticas credíveis.

Fontes:
The Economist - A beatable president

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1 Opinião

  1. Genivaldo disse:

    É uma briga entre os Illuninates e Bilderberges então entre em disputa pelo indicado as outras sociedades secretas tais como: Maconaria, Skul and Bones, Templários, Rothschilds, grupo Carlyle até o Vaticano tá no meio disto tudo, a chamada guerra dos poderosos aos seus interesses já está funcionando quase em pleno vapor a Nova Ordem Mundial. Que D´us tenha piedade de nós e nossos filhos.

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