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ABL é acusada de fraudar acordo ortográfico

Senadora diz que pedido de anulação do acordo não está descartado

ABL é acusada de fraudar acordo ortográfico
Novas regras passarão a ser obrigatórias a partir de janeiro de 2013 (Fonte: Reprodução/ThinkStock)

A Academia Brasileira de Letras (ABL) está sendo acusada de fazer alterações no texto do acordo ortográfico após a assinatura dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) — Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

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A Casa de Machado de Assis teria publicado na quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) normas que não foram acordadas entre os países membros da CPLP. O professor de Língua Portuguesa Ernani Pimentel acusa a ABL de mexer “em vários pontos do acordo sem autorização” e diz que o VOLP “desrespeita e altera o texto original”.

ABL não apareceu em audiência pública

O tema já foi até objeto de audiência pública no Senado, no último dia 4 de abril, depois que as acusações à ABL chegaram ao conhecimento da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS). Convocada a se explicar, a ABL não enviou representantes à reunião. O gramático e imortal Evanildo Bechara, responsável pela produção da quinta edição do VOLP, foi convidado para participar da discussão, mas não pode comparecer devido a uma viagem para um congresso internacional.

Agora, um grupo de trabalho deve ser criado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para acompanhar o assunto. A partir de janeiro de 2013 as novas regras da Língua Portuguesa previstas no acordo ortográfico passarão a ser obrigatórias nos livros didáticos, vestibulares e concursos públicos. De acordo com a senadora Ana Amélia, entretanto, o pedido de anulação do acordo não está descartado.

Fontes:
Veja - Senado quer fazer quiproquó com o acordo ortográfico

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5 Opiniões

  1. Luiz Carlos Braga de Camargo disse:

    Li que Ronaldinho Gaúcho foi agraciado pela ABL,
    nada mais a comentar.

  2. Carlos U. Pozzobon disse:

    Espero que este acordo seja anulado. O Brasil já teve uma reforma ortográfica de curta duração, nos anos 30. Mas há muito a ser feito não apenas na ortografia, como na gramática da língua portuguesa que é totalmente incompatível com a época em que vivemos. Porém, estranhamente não existem reformistas neste assunto. Os professores de português são o núcleo mais cordato do país. Até hoje desconheço alguém que seja um crítico das regras da norma culta. Parece que possuem um prazer sádico nas complicações do idioma. Como dizia Lobato, é uma gramática para torturar crianças e ensandecer adultos.

  3. rudylang disse:

    Chega de brincar com a língua portuguesa falada no Brasil, o português brasileiro.
    Que mantenhamos as regras de 1971, ou será que a cada 03 ou 04 décadas teremos que aprender a escrever de novo?
    Eis uma boa oportunidade para praticar desobediência civil sem correr o risco de ir para a cadeia.
    A única coisa que precisa mudar, para ficar como era originalmente, é a grafia do nome do nosso país. BRAZIL durante séculos foi escrito com Z.
    Por cause de alguns desocupados no início do século 20 deturparam o nome sagrado de nossa pátria.

  4. Rafaella disse:

    Tomara que morra esse “aborto ortográfico”. Desalfabetizou muitos e ainda não unificou nada, já que os outros países não aceitaram, no fim das contas. Resumindo, só os brasileiros é que ficaram com o problema….

  5. Thomas Korontai disse:

    Pois eu torço também para que esta aberração seja anulada, pelo bem de todos os países de fala portuguesa, nos diversos dialetos locais. A língua inglesa é falada de forma diferente, mas com base idêntica, em muitos países e nunca se cogitou de fazer uma bobagem desta. Nem mesmo com o idioma Espanhol.

    É coisa de gente que não tem o que fazer… mas o que me causou espécie também é uma instituição como a ABL ser conduzida para uma situação dessas. De fato, estão destruindo todas as instituições nacionais.

    Só a desconcentração dos poderes, uma grande chacoalhada nacional com a substituição constitucional referendada pelo Povo como os federalistas propõe pode colocar alguma ordem nessa zona que se transformou “efte paíf” …

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