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Além dos mensaleiros e dos parlamentares envolvidos na máfia das sanguessugas que conseguiram se reeleger, outros nomes que se destacam entre os eleitos são o de Paulo Maluf (PP), ex-prefeito de São Paulo – o deputado federal mais votado do Brasil, que conseguiu 739.827 votos – e o de Fernando Collor de Mello (PRTB), que se elegeu senador por Alagoas neste domingo, superando Ronaldo Lessa (PDT).
Saiba quais os mensaleiros e sanguessugas que foram eleitos
Os mensaleiros que tiveram sucesso nas urnas e que apareceram na nossa lista de deputados com dívidas com a Justiça e a sociedade são Valdemar Costa Neto (PL-ES), que conseguiu mais de cem mil votos; Paulo Rocha (PA) – ex-líder do PT, eleito com mais de 80 mil votos; João Paulo Cunha (PT-SP) – ex-líder da Câmara, que conseguiu nada menos que 177 mil votos; José Mentor (SP), que teve mais de cem mil votos; o ex-presidente nacional do PT José Genoino (SP), eleito em votação apertada em São Paulo; Sandro Mabel (PL-GO) , que teve o terceiro maior desempenho em Goiás, com mais de cem mil votos; Pedro Henry (PP-MT) – também acusado pela CPI das sanguessugas e Vadão Gomes (PP-SP) , além de Antonio Palocci (PT-SP), indiciado em processo que corre em Ribeirão Preto, e que conseguiu uma vaga na Câmara, garantindo julgamento em foro privilegiado.
Apesar de Nilton Capixaba (PTB-RO) e o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) não terem conseguido a reeleição, conseguiram se eleger Pedro Henry (PP-MT) – também acusado de envolvimento no mensalão, Wellington Roberto (PL-PB), João Magalhães (PMDB-MG), Wellington Fagundes (PL-MT) e Marcondes Gadelha (PSB-PB), todos investigados por envolvimento na máfia das ambulâncias, sendo que os dois últimos foram acusados pela CPI que investiga os sanguessugas. Carlos Dunga (PTB-PB) será suplente de Cícero Lucena (PSDB).
O atual presidente do PT, Ricardo Berzoini – afastado pelo presidente Lula do cargo de coordenador da campanha para a reeleição – também renovou seu mandato de deputado federal por São Paulo, com 112.006 votos.
Câmara foi quase 50% renovada
Apesar da vitória de alguns envolvidos em escândalos como o das sanguessugas e do mensalão, dos atuais 513 deputados, 48,7% não se elegeram – o que mostra que os eleitores tiveram vontade de mandar muitos membros da Cãmara de volta para casa.
O Estado que teve o maior índice de renovação foi Alagoas. Sete das nove vagas terão novos ocupantes.