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VOTAÇÃO APERTADA

Abstenções podem ser decisivas para o impeachment na Câmara

Cada abstenção favorece a presidente, reduzindo as chances de seus adversários obterem os dois terços dos votos necessários para aprovar seu afastamento

Abstenções podem ser decisivas para o impeachment na Câmara
Presidente da Câmara Eduardo Cunha manobra para acelerar a votação e pressionar os deputados indecisos a votarem a favor do impeachment (Foto: Agência Brasil)

Na batalha do impeachment, nenhum dos lados conseguiu, até agora, um número suficiente de votos para garantir o resultado da votação na Câmara este mês. Isso significa que o impeachment pode ser definido por um punhado de abstenções ou até mesmo faltas.

Os 513 deputados da Câmara devem votar dentro de duas semanas  um relatório da comissão especial do impeachment sobre se a presidente violou as leis fiscais do país para garantir sua reeleição em 2014. Segundo a consultoria Eurasia, há entre 60% e 70% de chances de os deputados aprovarem o impeachment.

Leia também: Cardozo diz que impeachment de Dilma é ‘rasgar Constituição’

Em seguida, se o Senado concordar em analisar o processo, Dilma será suspensa do cargo. Os mercados financeiros favorecem o impeachment na esperança de que seu substituto, o vice-presidente Michel Temer, irá introduzir políticas mais amigáveis aos negócios.

No entanto, pesquisas sugerem que, por enquanto, os adversários da presidente não conquistaram os 342 votos – dois terços da Câmara – necessários para aprovar o impeachment. Por outro lado, o PT e seus aliados também não têm os 171 votos e abstenções de que precisam para bloqueá-lo. Cada abstenção favorece a presidente, reduzindo a possibilidade de seus adversários obterem dois terços da Câmara.

A consultoria Barral M Jorge Associados, com sede em Brasília, estima que o governo tenha, atualmente, 115 votos, contra 213 a favor do impeachment. O resto dos votos são indecisos ou não foram declarados publicamente.

Manobras de Cunha

Favorável ao impeachment, o presidente da Câmara Eduardo Cunha quer que a votação aconteça em um domingo, quando a maioria dos brasileiros está em casa e pode acompanhá-la ao vivo, monitorando como os legisladores votam. Congressistas dizem que Cunha também pretende começar a votação com os estados do Sul, onde o sentimento antigoverno é mais acentuado, de modo a pressionar deputados indecisos, especialmente do Nordeste, um bastião de apoio do PT, a votarem a favor do afastamento da presidente.

Pesquisas mostram que mais de dois terços dos brasileiros apoiam o impeachment.

Fontes:
The New York Times - Brazil Impeachment Battle Rests on a Handful of Votes

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6 Opiniões

  1. Joma Bastos disse:

    Com a Dilma como presidente do governo, Eduardo Cunha como presidente da câmara, senadores e prefeitos exercendo cargos públicos e sendo investigados por corrupção, este Brasil continuará ingovernável.

  2. Eng. Paulo Bancovsky disse:

    Assistimos o recrudescimento do aquecimento do caldeirão ora representado pela cúpula invertida da Praça dos Tres Poderes. Enquanto o o chefe da espúria cozinha ferve o caldo das barganhas, novos atores são convidados a venderem consciências, são os políticos que conduzidos á cenas tem esperanças de aparecerem momentaneamente sob a luz dos holofotes da mídia. Quiçá pragmáticos sem ideologia bem definida, são cooptados para cumprir o ritual do beija pés , para receberem paga em espécie ou ocupação de cargos esvaziados de compromissos, ou esvanecerem-se do Congresso.
    Será que inexiste estado de consciência com o país, talvez exista consigo mesmos como de hábito revela a mídia atenta, e o desrespeito com seus eleitores Que modo outro teriam chance , ou suas sólidas convicções os remete , num momento insólito, para trocar isso por aquilo , que ideologia ou princípios norteiam esses procedimentos numa conjuntura de perplexidades e desatinos de gestão da coisa pública. Se antevém a possibilidade de brilho durante efêmero e fugás tempo, desconsideram que serão jogados no crepitante fogo que consome os inescrupulosos políticos que devem desaparecer da cena pública nas próximas eleições sob o trovejar da verdadeira cidadania e poder do voto ofuscante, anunciando a renovação dos valores Democráticos.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    Disse um filósofo francês que cada povo tem o governo que merece.
    Somos governados pela Dillma, Lulla, Temer, Renan, Cunha e o STF já está começando a demonstrar sinais de fadiga.
    Mas este nosso governo ninguém merece.

  4. Jayme Mello disse:

    OS BONS COMPANHEIROS

    Os amigos lá do Norte, são pródigos na arte cinematográfica e, invariavelmente, nos brinda com extraordinárias películas, principalmente – ao retratar a vida pregressa de contumazes criminosos, cujos enredos, via de regra, são desenvolvidos por consagrados atores.

    O filme nos remete aos idos da década de 50, no famoso bairro (pobre) do Brooklin da cidade de Nova York.

    A ambiência retratada é predominantemente ítalo-americana, não obstante, a coexistência a reboque de outras etnias, em boa parte, também de origem europeia.

    A trama traceja a vida pregressa, de três personagens no mundo do crime, pessoas notoriamente perversas, interligadas numa voluntária simbiose e, extraordinária, uma completando a outra.

    Limpidamente, o filme expõe para a plateia mais atenta ou, quem quiser enxergar com mais acuidade, outros meliantes sorrateiros e poderosos, tanto quanto os três personagens principais, pois, taxativamente e sem rodeios, o filme, não declina tanto os que servem, nem tampouco os que são servidos.

    Deixando de lado “os bons companheiros”, afinal, estamos aqui no Cone Sul, em pleno Século XXI, vê-se nitidamente que foi precipitada a ruptura política, originando a saída de alguns parlamentares da base de apoio ao governo.

    Pois, mesmo tratando-se de potente agremiação político-partidária, face suas origens, uma frente ampla albergou que uma infinidade filosofias políticas, doutrinas, etc., e, isso, sem conjecturar interesses individuais de cada parlamentar, o conflito é inevitável e, nessa pretensa virada de mesa, o tiro saiu pela culatra.

  5. Gibson Vasconcelos disse:

    Acho que o PT e os partidos que o apoiam não deveriam se preocupar com candidatos a presidência em 2018 e sim fazer uma reestruturação de seus quadros no congresso tentando o maior número de parlamentares possível em seguida é só deixar PMDB e PSDB governarem se abstendo de qualquer votação por um ano dando corun mas se abstendo um ano é suficiente para as máscaras caírem em seguida é só mostrar para o povo o antes e depois

  6. Gibson Vasconcelos disse:

    Com esse procedimento Marina Silva teria que se definir golpista ou democrata o que levaria ao isolamento dos partidos golpistas PMDB,DEN e PSDB que aliás seria o grande boicotador de um governo do PMDB e vice versa

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