Início » Brasil » Política » Angra tem manifestações contra e a favor da energia nuclear
Usinas atômicas

Angra tem manifestações contra e a favor da energia nuclear

Ambientalistas alertaram para 'problemas e para a insegurança nuclear' em Angra

Angra tem manifestações contra e a favor da energia nuclear
Ambientalistas e estudantes protestam contra usinas (Fonte: AE)

O centro da cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, foi palco nesta terça-feira, 22, de duas manifestações sobre o programa nuclear brasileiro: uma contra, e outra a favor.

De uma lado, ambientalistas alertavam para “problemas e para a insegurança nuclear” em Angra. Segundo eles, o raio de 5 km para retirada em caso de emergência “é ridículo, uma farsa”. Os cerca de 20 ambientalistas ganharam o apoio de cerca de 40 estudantes da rede municipal de ensino.

‘Nós temos uma Ferrari, eles tinham um Fusca’

Do outro lado, um grupo menor, formado por funcionários da Eletronuclear, alguns com crachás da empresa pendurados no pescoço. Um dos participantes, que é também um dos coordenadores do Movimento Pró-Angra 3, disse que os ambientalistas estavam se aproveitando da tragédia no Japão.

Outro manifestante pró-energia nuclear dizia: “Nós temos uma Ferrari, eles (os japoneses) tinham um Fusca. Estamos aqui para mostrar as diferenças entre as usinas”. Os dois grupos se cruzaram no centro de Angra, mas não houve confronto.

Leia mais:

Energia nuclear: apocalipse? Now?

Fontes:
Estadão - Ativistas protestam e funcionários defendem Angra

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

3 Opiniões

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    Em que pese a validade da preocupação com a segurança das usinas nucleares, o fato é que elas não foram criadas por alguma tara humana, mas simplesmente como meio de preencher a lacuna na geração de energia em uma época em que as energias alternativas eram pouco valorizadas. Agora o panorama é outro, mas mesmo assim, parte do complexo energético permanecerá nuclear. O que não justifica o descaso do governo brasileiro com a energia eólica e solar, ainda sem um plano estratégico que envolva programas fiscais específicos, o calcanhar de Aquiles de um Estado perdulário.

  2. sujeito oculto disse:

    isto tudo que esta acontecendo, são discursos
    inuteis,pois qualquer um de nos sabemos, que
    nada é eterno,se realmente construirem mais uzinas, seja aqui ou acola terá consequencias graves no futuro. como dizem os sabichões (é pra fins pacificos), e quando essa bomba explode, como aconteceu no japão, tambem éra pra fins pacificos, só que os gases expelidos não foram avisados,que estavão aí para o bem, não matar os inocentes.mesmo onde não ha desastre como o brasil,isso só adia o problema, poi um dia vai explodir, e daí?

  3. André Luiz de Jesus Silva disse:

    Antes que se defenda algum lado é importante esclarer algumas colocações. Primeiro, o ocorrido com os japoneses já era esperado, pois o país deles está em uma região de grandes interferências sísmicas, ao contrário do Brasil que está em uma grande e única placa tectônica. Logo o acidente é fruto de intempéries naturais não de incompetência administrativa, que seria muito melhor atribuído aos tupiniquins.

    Segundo, muitos acham História uma disciplina chata, mas o fato é que ela é ensinada de maneira incorreta no Brasil; se fosse devidamente bem tratada os ambientalistas saberiam que Angra I fora construída durante a ditadura militar, e o intuitto dos militares com a construção da usina era não apenas produzir energia (um objetivo menor), mas sobretudo iniciar ações de desenvolvimento de armas nucleares, o que seria muito útil na defesa da segurança nacional, o que fazia parte do imaginário militar da época (para mais informações consultem o livro de Ronaldo Costa Couto: “História indiscreta da ditadura e da abertura: Brasil 1964-1985”, editora Record).

    Vejam o caso do Irã e da Coréia do Norte. O primeiro deseja, segundo informações ocidentais, construir o seu armamento, enquanto o segundo já o tem. Por que as forças ocidentais, lideradas pelos EUA, não invadem a terra norte-coreana? Mesmo não sendo usada na prática, o armamento nuclear tem muita força no âmbito discursivo. Será que se Kaddafi tivesse de posse desse armamento a Líbia seria invadida?

    Percebe-se que o uso político do armamento é muito eficiente. A energia também o é, contudo não devemos ser tão inocentes quanto nós mesmos constumamos ser a ponto de acreditarmos que seja possível o uso exclusivamente pacífico da tecnologia nuclear. Só o Brasil, e isso devido a incompetência técnica aliada ao vírus da preguiça institucional (contraída no serviço público), é defensor de tais ideais.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *