Início » Economia » Internacional » Atentado de 11 de setembro continua a fazer vítimas
Ataque terrorista

Atentado de 11 de setembro continua a fazer vítimas

Doenças relacionadas à exposição ao pó das torres gêmeas acomete bombeiros, policiais e voluntários

Atentado de 11 de setembro continua a fazer vítimas
A poeira provocada pelo queda do World Trade Center continha muitas substâncias cancerígenas, provocando a morte de muitas pessoas até hoje (Reprodução/Internet)

Nem todas as vítimas do 11 de Setembro morreram no dia que as torres caíram. O colapso do World Trade Center arremessou no ar uma mistura mortal de fibras de vidro, cimento pulverizado, amianto, chumbo e uma série de substâncias cancerígenas provenientes do petróleo e da gasolina.

Cerca de 400 mil pessoas que trabalhavam e viviam na parte sul de  Manhattan respiraram esse pó toxico, inclusive muitos estudantes que frequentavam escolas próximas ao marco zero. Cerca de 30 mil bombeiros, policiais e voluntários que correram para a área no dia do atentado adoeceram. As doenças incluem problemas respiratórias, pulmonares e de refluxo.

Nos dias logo após os ataques, o Congresso americano criou um fundo de compensação para as famílias das vítimas fatais e para os feridos. Mas demorou anos até que os sintomas de algumas doenças causadas pela nuvem de toxinas começassem a aparecer, e o fundo de compensação foi fechado em 2004. Muitos estão doentes ou deficientes e não podem mais trabalhar. Outros já estão mortos.

James Zadroga foi um policial que trabalhou por mais de 450 horas nos escombros das torres gêmeas. Dentro de semanas ele desenvolveu uma tosse que progrediu até torná-lo incapaz de viver sem um tanque de oxigênio. Em janeiro de 2006 ele se tornou a primeira pessoa a morrer de exposição ao pó do marco zero. Desde então, mais de 130 bombeiros e policiais morreram de doenças relacionadas ao colapso das torres.

Fontes:
The Economist-Still clouded by dust

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *