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Autobiografia de Assange é lançada no Reino Unido

No entanto, criador do WikiLeaks disse que não autorizou a editora a publicar o livro

Autobiografia de Assange é lançada no Reino Unido
Julian Assange diz que obra está incompleta e pode conter erros e imprecisões (Reprodução/OGlobo)

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O polêmico criador do site Wikileaks, Julian Assange, conseguiu transformar seu próprio livro de memórias em uma ‘autobiografia não autorizada’, que foi lançada nesta quinta-feira, 22, sem sua permissão no Reino Unido.

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Escrito em primeira pessoa com base em 50 horas de entrevistas, o livro não é assinado. Ainda assim, a obra apresenta uma nova defesa do australiano contra as acusações de que teria agredido sexualmente duas colaboradoras de seu site, com quem manteve relações.

Assange acusou a editora escocesa Canongate Books de quebra de contrato. A empresa, com quem ele assinou um contrato em 2010, reconhece que o ex-hacker negou a primeira versão do livro apresentada a ele em março, mas afirma que o criador do WikiLeaks nunca devolveu o dinheiro recebido pela obra. O australiano declarou que usaria o dinheiro dos direitos da sua obra para pagar os advogados que o defendem.

“No dia 7 de junho de 2011, com 38 editoras de todo o mundo comprometidas a publicar o livro, Julian nos disse que queria cancelar o contrato”, disse uma representante da Canongate Books.

“Não estamos de acordo com a avaliação que faz do livro. Acreditamos que explica tanto o homem como seu trabalho, sublinhando seu compromisso com a verdade”, argumenta a empresa.

O livro expõe suas tendências de grandeza, crítica muitas vezes usada contra ele por dezenas de ex-colaboradores. Apesar de ser visto como manipulador, Assange sustenta no livro que “a informação nos faz livres”

“A revelação não é um mero ato, é uma maneira de viver”, afirma, segundo o jornal “El País”

A obra se inicia com sua prisão em Londres, em dezembro, quando foi julgado o pedido de extradição feita pela Suécia. Assange compara sua situação com Oscar Wilde, que ficou detido na mesma penitenciária, em 1895, e declara que o pior da prisão era a falta de comunicação.

Fontes:
O Globo - Em 'autobiografia não autorizada' lançada no Reino Unido, criador do WikiLeaks nega acusações de abuso

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