Início » Brasil » Política » Brasil estreita relação com ditador africano
Guiné Equatorial

Brasil estreita relação com ditador africano

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defende a ampliação de relações com a Guiné Equatorial e diz que "negócios são negócios".

Brasil estreita relação com ditador africano
Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, recebe presidente Lula (Fonte: eBand)

O presidente Lula assinou nesta segunda-feira, 5, uma série de acordos na área de defesa e cooperação bilateral com o governo da Guiné Equatorial.

Apesar de o presidente do país, Teodoro Obiang Nguema, ter assumido o poder por meio de um golpe de Estado há 31 anos, o governo brasileiro assegurou que ambos os países estão comprometidos com o respeito aos direitos humanos e à democracia.

“Negócios são negócios”

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a ampliação de relações com a Guiné Equatorial, apesar de grupos de defesa dos direitos humanos criticarem a visita de Lula ao país.

“Negócios são negócios. Nós estamos em um continente em que os países ficaram independentes há pouco tempo. Isso é uma evolução que tem a ver com o social, o político”, defende Amorim.

Investimentos

A Guiné Equatorial descobriu imensas reservas de petróleo nos anos 1990, o que tem incentivado uma reaproximação com os países ocidentais, como Espanha e Estados Unidos. O Brasil quer a sua fatia investindo em infraestrutura, como a construção de estradas e de uma seção mais moderna da capital.

“Temos de imaginar que esta é uma área importante, rica em petróleo, com grandes possibilidades de construção. Há 20 anos, esse era um dos países mais pobres do mundo. Melhorando socialmente, melhora politicamente”, disse Amorim.

As entidades de direitos humanos, no entanto, negam que a riqueza petroleira tenha melhorado os indicadores sociais no país. Segundo estimativas, Guiné Equatorial tem uma população de 600 mil habitantes, dos quais 60% são pobres.

Leia mais:

Conheça os famosos trens turísticos da África do Sul

EUA devem instalar base militar na Polônia

Fontes:
BBC Brasil - Amorim defende relação com Guiné Equatorial: 'Negócios são negócios'

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

3 Opiniões

  1. Hans disse:

    Se “negócio é negócio”, qual a garantia que o Amorim tem do brasil receber o pagamento do que se vendeu ?? Como a Giné Equatoria tem situação politica instável, será que o Lula ( ou prox. presidente ) terá que perdoar posteriormente a dívida deste país para c/ o Brasil ? E os coitados dos empresários que embarcaram nesta “canoa c/ risco de furar” ?

  2. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Há pelo menos sete anos os EUA e a China mantêm negócios com a Guiné Equatorial. Por que o Human Rights Watch não condenou o Governo Bush por manter negócios com o ditador? Se os EUA não fazem o que demandam aos demais países fazer, por que temos que pedir beneplácito ao Tio Sam antes de realizar a nossa politica exterior?

  3. Pedro Brita disse:

    O Lula está certo. Não há porque criticá-lo. Quanto aos Direitos Humanos nós já temos aqui muitos bandidos para serem defendidos por vocês, muitos menores infratores que assassinam mais que esse ditador e os Direitos Humanos só os aplaudem. O que esta havendo? Estão tendo uma recaída? Afinal de contas matar em uma “democracia” pode? Pergunto ainda, esse ditador mata menos, mais ou igual a bandidagem deste país? Seja qual for a resposta uma coisa é certa, vocês só os defendem. Agora, bandido de fora não pode! Estão com medo da concorrência?

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *