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Camundongos são usados para farejar explosivos

Testes apresentam grande desempenho de roedores, que devem ser usados nos aeroportos

Camundongos são usados para farejar explosivos
Os camundongos trabalharão dois turnos de quatro horas por dia

Camundongos serão presença constante nos aeroportos. A BioExplorers, um companhia em fase de desenvolvimento, usou as habilidades olfativas dos camundongos para criar um sistema de detecção de explosivos que pode ser usado no setor de aviação.

Uma explicação do sistema foi publicado pela revista The New Scientist: em um dos lados de uma arcada, a unidade de detecção contém três cartuchos ocultos, cada um deles abrigando oito camundongos. Durante turnos de quatro horas no detector, os roedores circulam por uma área comum em cada cartucho enquanto o ar passa pelas pessoas paradas nas filas e chega até os cartuchos. Os camundongos foram condicionados a farejar traços de algum dos oito principais explosivos no ar, e correr para um compartimento adjacente, disparando um alarme. Para evitar alarmes falsos, mais de um camundongo deve entrar no compartimento ao mesmo tempo.

Aparentemente, os camundongos são melhores que os cães nesse quesito, graças a uma maior quantidade de “genes receptivos olfatórios”. A BioExplorers registrou um recente teste bem-sucedido, realizado em um shopping center, no qual os camundongos tiveram um desempenho exemplar: “mais de mil pessoas passaram pelo detector, e 22 delas tinham explosivos falsos em seus bolsos ou debaixo de suas camisetas. Todos os 22 pacotes foram detectados, e a taxa de falsos alarmes ficou abaixo de 0,1%”.

Obviamente, os camundongos não conseguem farejar facas, logo, os passageiros ainda terão que atravessar alguma espécie de detector de metais. E há algo de perturbador no fato dos camundongos estarem confinados para respirar o ar. Mas quando não estão trabalhando (dois turnos de quatro horas por dia), eles “vivem em gaiolas confortáveis, com acesso ilimitado a água e comida”. E todos estão certos de que os roedores estão felizes de fazer pequenos sacrifícios para tomar parte na guerra ao terror.

Fontes:
Economist - Safe as mouses

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2 Opiniões

  1. Markut disse:

    Ora, ora. Os roedores não estarão nem mais nem menos felizes(?).
    O redator do The Economist pertence , por acaso, a alguma sociedade protetora dos animais?

  2. maria neusa dos santos disse:

    Eu acredito que esse experimento é anti ético.Os ratos vão passar quatro horas trabalhando enquanto algumas pessoas não fazem nada. Acredito ser muito tempo para um animal tão pequeno. Também não se diz nada sobre as condições em que essa pesquisa é feita.A grosso modo parece anti ético.

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