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França

Candidato ‘antiglobalização’ pode definir primárias socialistas

O favorito François Hollande não venceu no primeiro turno e agora está sob risco de perder para a rival Martine Aubry, caso o terceiro colocado, Arnaud Montebourg, a apoie

Candidato ‘antiglobalização’ pode definir primárias socialistas
Montebourg, defensor da "desglobalização" e do protecionismo (Reprodução/AFP)

Os socialistas franceses estão animados depois que mais de 2 milhões de eleitores foram votar na primeira rodada das primárias do partido, realizadas no último domingo, 9. Dois candidatos agora avançam para o segundo turno, em 16 de outubro: François Hollande, um ex-chefe do partido, que obteve 39% dos votos, e Martine Aubry, outra ex-chefe do partido, com 31%. O vencedor irá representar os socialistas nas eleições presidenciais do próximo ano, em uma tentativa de expulsar da presidência Nicolas Sarkozy, que tentará a reeleição. A última vez que um candidato socialista ganhou uma eleição presidencial foi em 1988.

Não foi nenhuma surpresa que Hollande avançou para o segundo turno das primárias. Pesquisas de opinião consistentemente o indicavam como o favorito. Porém, a margem de votos entre ele e Aubry foi muito mais estreita do que se esperava.  Antes do início da votação, pesquisas indicavam que Hollande iria derrotar Aubry confortavelmente se houvesse um segundo turno. Agora, este cálculo parece muito menos certo, graças ao impresionante desempenho de Arnaud Montebourg, que ficou em terceiro lugar com 17% dos votos, esmagando os 7% de Ségolène Royal, a candidata do partido derrotada em 2007.

Defensor da “desglobalização” e do protecionismo, Montebourg adotou uma plataforma simples, combinada com uma campanha de rua agressiva para capturar a imaginação de uma porção surpreendente de eleitores, especialmente os mais jovens.

A equipe de Montebourg terá uma reunião hoje para discutir quem endossar na segunda rodada, e o seu apoio poderia ser decisivo. Matematicamente, os seus votos, juntamente com os de Royal e Aubry, garantiriam a nomeação.

Fontes:
Economist - Now there are two

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