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China manifesta apoio à Celac

Hu Jintao sinaliza disposição chinesa de cooperar com países do bloco. Em discurso, Hugo Chávez compara criação da Celac a sonho de Simon Bolívar

China manifesta apoio à Celac
Para Hugo Chávez, criação da Celac representa fim de hegemonia norte-americana sobre a região

O presidente chinês, Hu Jintao, parabenizou os países-membros da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) pela constituição do organismo e manifestou a disposição de seu país em reforçar a colaboração com o novo bloco.

Em uma carta lida pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, Jintao destacou a vontade dos países latino-americanos e caribenhos na “salvaguarda da paz regional e promoção do desenvolvimento partilhado nas novas circunstâncias”, e afirmou que, neste século, as relações entre China e América Latina vêm se desenvolvendo “de maneira integral e rápida” com uma “constante ampliação” da cooperação.
“A parte chinesa sempre aborda os vínculos entre China e América Latina e o Caribe de uma perspectiva estratégica e está disposta a reforçar o diálogo, o intercâmbio e a colaboração com a Celac”, diz a carta.

Estados Unidos e Canadá ficam de fora

Na declaração de abertura da comunidade, Hugo Chávez descreveu a criação de um bloco latino-americano e caribenho de 33 países como contrapeso aos Estados Unidos e “a conquista de uma batalha de 200 anos” que teria começado com Simón Bolívar, líder da independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

“A Doutrina Monroe foi imposta aqui: a América para os americanos, para os ianques. Eles impuseram a vontade deles durante 200 anos, mas isso agora acabou”, declarou o presidente venezuelano, que vê a nascente Celac como uma ferramenta para acelerar a integração latino-americana. “Nós precisamos marchar em direção ao que Bolívar disse ser um corpo político gigante”, afirmou.

O bloco de 33 nações reúne todos os países da América Latina e do Caribe. Ao contrário da Organização dos Estados Americanos (OEA), sediada em Washington, terá Cuba como membro pleno e excluirá os Estados Unidos e o Canadá. O presidente de Cuba, Raúl Castro, fez eco às declarações de Chávez, ao chamar a criação efetiva da Celac o “maior evento em 200 anos”.

Muitos governantes e presidentes latino-americanos, contudo, veem a Celac como um espaço para construir relações econômicas e políticas mais próximas, ao invés de uma plataforma para desafiar as políticas dos Estados Unidos. Dilma Rousseff, também se referiu a Bolívar como uma inspiração, mas não classificou Washington como um vizinho não desejado.

“Nossos países demonstram sua vocação para um futuro comum”, disse Dilma. “Há 200 anos, Caracas foi como um farol na luta pela independência. Eu acredito no sonho de Bolívar”. Além de Dilma, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, compareceu ao evento. O presidente do Peru, Ollanta Humala, cancelou sua viagem à cúpula, sem apresentar motivo.

Fontes:
Folha.com - China parabeniza criação da Celac e manifesta apoio ao novo bloco
Estadao.com - Celac marca o fim da hegemonia americana, diz Chávez

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4 Opiniões

  1. JULIO SPÍNOLA disse:

    EUA e Canadá, se bem que tenham uma numerosa população latina, estão também na América.
    Sair das garras da águia amaericana para cair nas garras do dragão chinês, não sei se é a melhor opção.
    A exploração de trabalho em condições sub-humanas que a China explora o Coltan no Congo, não sei se é um exemplo de cooperação. É apenas uma nova maneira de colonização para levar-nos a matérias primas . Têm trilhões de US$ em reservas e só os investem aqui para extrativismo mineral ou compra de terras.
    Importam alimentos e minérios e devolvem-nos bugingangas industrializadas. Como aquela troca de pau brasil por espelhinhos feita com os índios.

  2. Elisabete Gonçalves Passos disse:

    Sem comentários Julio, você já disse tudo…

  3. Daniel Sombra (geógrafo) disse:

    O sonho de Bolivar tem que ser ouvido… mas se postar sobre a chancela do Dragão Vermelho do Oriente é o mesmo que permanecer sobre as ordens da Águia ianque…

  4. adalberto disse:

    perguntaram a napoleão porque ele não invadiu a china, ele respondeu, a china está dormindo, acordar um animal poderoso é muito perigoso, porque não sabemos a sua reação,mas, observando o comportamento da china nos só que ganhar aliando com eles.
    grato
    adalberto

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