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Europa

Ciganos: menosprezados em casa, triunfais no exterior

Crianças ciganas tendem a ir bem na escola quando emigram do leste europeu, onde o preconceito contra o grupo é reinante

Ciganos: menosprezados em casa, triunfais no exterior
Baixa escolaridade de ciganos no leste europeu é endêmica (Reprodução/Internet)

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O pior problema social da Europa é o sofrimento dos cerca de 10 milhões de ciganos (romanichéis ou Roma também são termos usados para descrever o grupo). Especialistas e ativistas debatem sobre detalhes e definições, mas um dos fatos mais gritantes na pobreza deste grupo, principalmente no leste europeu, é a baixa escolaridade. Muitas crianças ciganas não vão para a escola, ou então saem dela muito cedo. Os que vão são muitas vezes segregados em escolas “especiais”, seja porque eles (supostamente) sofrem de deficiências mentais, ou simplesmente porque outros pais não gostam de ver seus filhos sendo educados ao lado de crianças pobres, fedorentas e mal-ajustadas.

Uma boa resposta para esse preconceito reinante é mostrar que as crianças ciganas na verdade tendem a ir bem na escola quando emigram. O problema não é com seus cérebros, mas com escolas que não querem ou não podem lhes oferecer uma chance justa e decente. Agora um novo estudo acerca de crianças ciganas no Reino Unido acrescenta mais bases estatísticas ao argumento de que o problema são as escolas, não as crianças. As crianças entrevistadas ficaram apenas um pouco abaixo da média (o que não é surpreendente, uma vez que elas chegaram no Reino Unido sem falar inglês e vindo de famílias com recursos culturais limitados). E mais importante:

Todos os pais entrevistados durante o estudo valorizaram a atmosfera geral da escola, o sentimento de que seus filhos eram bem-vindos lá e de que eles eram tratados como iguais e recebiam as mesmas oportunidades, e a ausência de sentimentos anticiganos e racistas expressados pelos colegas e professores não-ciganos de seus filhos, o que todos eles disseram ter vivenciado de diversas maneiras na República Tcheca e na Eslováquia. Todos eles disseram que o que mais os motivava a se mudar para o Reino Unido era o prospecto de ter uma boa educação e empregos para seus filhos. Muitos achavam que seriam necessárias gerações para mudar essas práticas e atitudes na Eslováquia e na República Tcheca e alguns duvidavam que elas um dia mudariam. Todos acreditavam que as chances de seus filhos obterem êxito em suas vidas eram muito melhores na Grã-Bretanha do que na Eslováquia ou na República Tcheca.

É fácil criticar o ensino público na Grã-Bretanha, mas é tocante saber que mesmo uma escola britânica padrão pode mudar a vida de alguém vindo de países que sob outros aspectos têm escolas bastante boas (as crianças tchecas e eslovacas costumam se sair muito melhor do que as britânicas em matérias como matemática).

 

Fontes:
Economist - Flourishing abroad, derided at home

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3 Opiniões

  1. geracina disse:

    Ciganos na europa e igual ou peor k. os k.estao no brasil, cuidado com eles.

  2. Paulo Nascimento disse:

    Totalmente racista a opinião da Geracina! Ela por acaso conhece ciganos da Europa? Se não tem nada concreto que possa explicar quais os cuidados que devemos ter com eles não dê opinião. Todos tem direito a uma chance de estudar em qualquer lugar se o seu país de origem não permite isso.
    Temos que ter cuidado é com comentários infelizes!

  3. André Vinícius Vieites disse:

    Muitas crianças ciganas não vão para a escola, ou então saem dela muito cedo, são perseguidas, porque tiveram valores e históricos culturais diferentes. Os que vão para escola são muitas vezes segregados; – É o sistema consciente de valores derivados de uma contemplação derivada não junto ao propósito das respostas derivadas, são respostas relacionadas a teoria de poderes internos e organizações internas que estão ligadas as etapas da onipotência incondicional, é como tentar explicar o inexplicável; e a da oposição desses aspectos inferentes e referenciais como os da oposição às respostas sobre as realidades relacionadas. São os processos condicionais de graus de incompatibilidade entre a cultura anterior e a cultura posterior. Isso coloca essas pessoas ciganas em terceiro plano, são conceituados como seres secundários perante os sistemas formais educacionais e por isso não se adaptam e correm para a sombria forma de vivência dos seus receptores sensoriais e seus antepassados.
    Ass: André Vinícius Vieites

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