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Novas regras

Consultas médicas à distância são proibidas

Novas regras sobre publicidade de serviços médicos entram em vigor daqui a 180 dias

Consultas médicas à distância são proibidas
Consultas por internet ou telefone ficam proibidas (Fonte: Reprodução/R7/Getty Images)

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O Conselho Federal de Medicina estabeleceu novas regras sobre publicidade de serviços médicos que foram publicadas nesta sexta-feira, 19, no Diário Oficial da União. Entre as determinações está a proibição de consultas à distância, “como substituição da consulta médica presencial”.

As novas regras, que entram em vigor daqui a 180 dias, também abordam o uso de redes sociais, como Twitter e Facebook, por médicos e estabelecimentos de saúde. A partir de então, endereços e telefones de consultórios, clínicas ou serviços não poderão ser divulgados por meio desses sites.

‘Médico do ano’

A resolução acrescenta detalhes sobre a elaboração de anúncios ao último documento sobre o assunto, publicado em 2003. O novo documento prevê ainda que médicos e estabelecimentos não utilizem termos como “o melhor”, “o mais eficiente”, “o único capacitado”, “médico do ano”, ou afins, e proíbe que os profissionais assegurem aos pacientes e seus familiares que o tratamento vai dar resultados.

Outra mudança é a proibição do anúncio de títulos de pós-graduação que não tenham relação com a área de atuação do profissional, a fim de evitar que “os pacientes sejam induzidos ao erro de acreditar que o médico tem qualificação extra em sua especialidade ou que está habilitado a atuar em outra área”.

Fontes:
R7 - Conselho proíbe consulta médica por telefone e internet
G1 - Médicos terão regras do CFM para uso de redes sociais

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2 Opiniões

  1. Luiz Mourão disse:

    Reação do Império….
    É comum que se vá ao médico e ele receite A MESMA COISA o tempo todo; e lá se vão mais reais pela consulta…
    Lobismo de primeira e defesa de nicho de mercado; nada a ver com a “preocupação” com a população…

  2. Carlos U. Pozzobon disse:

    É chocante. A mania de se imiscuir nos assuntos da classe nunca cessa no Brasil. Como se o usuário fosse obrigado a acreditar na publicidade do profissional. Ora, se o cara está nas redes sociais como um profissional, que mal tem em fornecer seu telefone?

    Não consigo entender que mal pode causar uma teleconferência com um médico, se ele próprio achar que o problema do paciente pode ser encaminhado desta forma. Não é suficiente ao usuário a percepção de que esta modalidade de atendimento para o seu caso possa ser insuficiente?

    Na verdade trata-se de defender o lobby dos grandes consultórios e clínicas localizadas nos grandes centros. E tremendo de medo de que no futuro, um paciente possa consultar um profissional no exterior, para checar diagnósticos. Se a telemedicina se implantar, podem ficar certos de que os médicos brasileiros sairão perdendo com essas restrições.

    Em vez de baixar normas, o Conselho de Medicina deveria colocar o assunto em votação. Duvido que aprovaria o mesmo pacote.

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