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Mali

Destruição do patrimônio de Timbuktu, um ‘crime de guerra’

Islamitas continuam a destruir riquezas culturais do sítio histórico da 'Cidade dos 333 santos', no Mali

Destruição do patrimônio de Timbuktu, um ‘crime de guerra’
Uma mesquista em Timbuktu: patrimônio ameaçado

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Os islamitas que controlam a cidade de Timbuktu, norte do Mali, destruíram nesta segunda-feira, 2, a porta de uma mesquita, um dia depois dos ataques contra sete dos 16 mausoléus muçulmanos da localidade. O Tribunal Penal Internacional chamou o ato de “crime de guerra”.

“Os islamitas acabam de destruir a entrada da mesquita Sidi Yeyia de Timbuktu. Arrancaram a porta sagrada que nunca era aberta”, afirmou uma testemunha à AFP.

A mesquista é o mais novo alvo dos islamitas, que seguem destruindo tesouros culturais na cidade, uma encruzilhada no deserto antigo e centro de aprendizagem conhecido como a “Cidade dos 333 santos”. A lista inclui túmulos de um cemitério do século 14 e outros monumentos religiosos. A cidade de Timbuktu e o Túmulo de Askia foram incluídas na lista de patrimônios mundiais em perigo a pedido do governo do Mali, anunciou na última quinta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O governo do Mali e a comunidade internacional manifestaram horror e indignação.

“Minha mensagem para os envolvidos em tais atos criminosos é clara: parar a destruição dos edifícios religiosos agora”, disse o Procurador-Chefe da Corte Criminal Internacional, Fatou Bensouda,  à AFP em uma entrevista em Dakar.

Os ataques são uma reminiscência da explosão dos Budas gigantes do vale Bamiyan pelo Talibã, no Afeganistão, em 2001. Presidente da Unesco, Yeleonor Mitrofanova disse em uma reunião em São Petersburgo que a destruição é uma trágica notícia.

“Eu apelo a todos os envolvidos no conflito em Timbuktu para exercerem a sua responsabilidade e, para o bem das futuras gerações, pouparem o legado de seu passado”, disse ela.

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