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A candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) voltou atrás e mudou seu discurso em relação à prática de aborto. A petista se reuniu nesta quarta-feira, 29, com 27 padres católicos e pastores evangélicos, em Brasília, para condenar a interrupção da gravidez.
“Eu, pessoalmente, sou contra o aborto, porque acho o aborto uma violência contra a mulher”, afirmou Dilma.
Ao contrário do que defende a candidata Marina Silva (PV), a petista se opõe até mesmo à execução de um plebiscito sobre o tema. “Não sou a favor de plebiscito nesta questão, porque acho que o plebiscito divide esse país”.
Dilma Rousseff garantiu ainda que, caso seja eleita, não irá enviar ao Congresso nenhuma proposta de ampliação de cobertura do Estado para casos de abortos.
Veja o vídeo em que declara ser contra o aborto:
Mudança de discurso
O discurso de Dilma Rousseff modificou bastante desde abril de 2009, quando foi entrevistada pela revista “Marie Claire”. Na ocasião, a candidata afirmou que o aborto é uma questão desconfortável, mas que isso não deveria ser motivo para não ser legalizado.
“Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização”.
Serra: Não tenho duas caras
O candidato José Serra (PSDB) criticou a mudança de discurso de sua adversária Dilma Rousseff durante um comício em São Paulo nesta quarta-feira, 29.
“Quando eu falei que sou contra a legalização do aborto, esta foi minha atitude. E respeito quem pensa o contrário. Eu não digo uma coisa ali e outra mais adiante. Não tenho duas caras. Tenho uma só.”
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