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Máfia das floriculturas

‘Doleiro do PT’ tem pena reduzida para dois anos

Antonio Oliveira Claramunt tinha sido condenado a mais de 17 anos de prisão, mas teve sua pena reduzida pelo Tribunal de Justiça de SP

‘Doleiro do PT’ tem pena reduzida para dois anos
Antonio Oliveira Claramunt, também conhecido como Toninho da Barcelona (Fonte: Estadão)

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O doleiro Antonio Oliveira Claramunt, mais conhecido como Toninho Barcelona, teve sua pena reduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A pena original era de pouco mais de 17 anos, mas o tribunal absolveu Toninho pelo delito de concussão. Agora, sua pena fica reduzida a dois anos e meio pelo crime de formação de quadrilha.

Toninho é acusado de participar da “máfia das floriculturas”, um esquema de cobrança ilegal que funcionou de 1993 a 1999 no Serviço Funerário Municipal de São Paulo. Na ocasião, a Prefeitura de São Paulo criou um consórcio de floriculturas para facilitar a vida de pessoas que usavam o serviço funerário do município.

Ao solicitar o serviço em uma das agências funerárias da prefeitura, o cliente tinha a escolha de diversas opções de pacotes para a compra do caixão, flores, coroas e arranjos. Um funcionário do serviço funerário, então, encaminhava o pedido a uma central de atendimento do consórcio das floriculturas, que distribuía os pedidos entre as 24 empresas cadastradas no sistema.

De acordo com a denúncia, os preços eram tabelados pelo próprio serviço funerário. As floriculturas, no entanto, superfaturavam os arranjos e pagavam aproximadamente 32% de seu faturamento para o Serviço Funerário em troca de favorecimento nas indicações aos clientes da funerária.

Entre os anos de 1993 e 1999, aproximadamente 70 mil sepultamentos foram realizados por ano nos cemitérios municipais de São Paulo, o que gerou um lucro de R$ 1,7 milhão às floriculturas.

O Ministério Público acusou os réus Ronaldo Polido Padilha, Agnaldo Augusto dos Santos, Valdemir Caetano da Silva e Ignazio Gandolfo de serem os operadores do esquema. Toninho Barcelona seria responsável por legalizar o dinheiro arrecadado.

Padilha, Santos e Silva foram condenados a 10 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado. Ignazio Gandolfo recebeu a pena de 9 anos, no entanto, como um dos crimes prescreveu, teve sua pena reduzida para 6 anos e 11 meses.

A justiça entendeu que como Barcelona não exercia função pública e não se utilizou dos cargos dos corréus para angariar os valores, ele não pode ser condenado pelo crime de concussão. Já pelo crime de formação de quadrilha, o doleiro foi condenado à pena de dois anos e seis meses em regime fechado, mas recorre a decisão em liberdade.

Toninho Barcelona foi apontado como “doleiro do PT” e de ter remetido ao exterior dinheiro do PSDB. O relatório final da CPI do Narcotráfico apontou que o doleiro recebeu de fora do país US$ 29,7 milhões entre 1995 e 1997 e remeteu US$ 1,34 milhão no mesmo período.

Leia mais:

Doleiro do PT é perseguido pela Justiça

Fontes:
Brasil 247 - Pena do "doleiro do PT" cai de 17 para 2 anos

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1 Opinião

  1. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Aos amigos tudo… aos inimigos, o rigor da Lei. Enquanto ninguém se indignar, esse princípio corporativista e antiquado perdurará na nossa política.

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