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França

Dominique Strauss-Kahn é detido em Lille

Ex-diretor do FMI é investigado por participação em esquema de prostituição

Dominique Strauss-Kahn é detido em Lille
Strauss-Kahn chega à delegacia para depor, mas ainda não enfrenta acusação formal (Reprodução/Le Monde)

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O ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foi detido nesta terça-feira, 21, em Lille (no norte da França), por “cumplicidade com a prostituição” e “ocultação de abuso de bens sociais” no episódio conhecido como “caso do Hotel Carlton”. Strauss-Kahn chegou por volta de 8h (horário local) para ser ouvido pelos investigadores da polícia judiciária, mas por enquanto ainda não há acusação formal.

Strauss-Kahn vai ser interrogado sobre noites libertinas das quais teria participado, especialmente em Paris e Washington, para determinar se sabia que as mulheres que participavam eram prostitutas. Muitas das noites eram organizadas e financiadas por dois empresários da região de Lille, Fabrice Paszkowski e David Roquet. Dinheiro da empresa de construção Eiffage teriam sido usados para financiar as festas sexuais em hotéis de luxo. As últimas aconteceram de 11 a 13 de maio em Washington, na véspera da prisão de Dominique Strauss-Kahn no episódio do hotel Sofitel de Nova York. No caso, em que a camareira Nafissatou Diallo acusava Strauss-Kahn de estupro, os processos foram abandonados pela justiça norte-americana.

Se os juízes encarregados do caso avaliarem que as acusações são suficientes, o ex-diretor do FMI pode ser processado por “cumplicidade com a prostituição” e “ocultação de abuso de bens sociais”. O último implicaria que Strauss-Kahn sabia da possível origem fraudulenta dos gastos dos quais teria se beneficiado. O antigo favorito socialista nas pesquisas sobre as eleições presidenciais francesas pode ser assistido por um advogado durante a detenção, que pode durar teoricamente até 96 horas, mas que não deve exceder 48 horas, segundo uma fonte próxima da investigação.

O ex-diretor do FMI havia solicitado duas vezes se explicar sobre esse caso desde a aparição de seu nome na imprensa em meados de outubro. Henri Leclerc, um de seus advogados, havia declarado em dezembro que seu cliente “poderia perfeitamente não saber” que as mulheres das orgias eram prostitutas. Na França, o uso do serviço de prostitutas não é ilegal, mas o proxenetismo é. Se a polícia concluir que Strauss-Kahn sabia que as mulheres que participavam das festas eram prostitutas, e que eram pagas com dinheiro da empresa, ele pode ser indiciado.

Oito pessoas estão sendo investigadas neste caso, entre as quais três responsáveis do hotel Carlton, um advogado e um alto funcionário da polícia da região Norte, o comissário Jean-Christophe Lagarde.

Fontes:
Le Monde - Carlton de Lille : Strauss-Kahn mis en garde à vue
Folha de S. Paulo - Strauss-Kahn é detido na França em investigação sobre prostituição

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2 Opiniões

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    Considerando que Strauss-Kahn é um socialista e conhecendo-se sobejamente sua larga tolerância estética em matéria sexual, não seria despropositado sugerir que para estreitar as relações Brasil-França, nosso governo convidasse o priápico francês para um ministério em Brasília, local onde certamente Strauss-Kahn estaria mais a vontade para suas aventuras sexuais e onde se sabe, de modo inconfundível, haver um grande número de mulheres carentes, e um tanto quanto devotas da tradição canibalista com relação a um charmoso francês.

    Evidentemente que não vou sugerir o ministério, até porque em Brasília pode-se criar ministérios para os mais variados fins simplesmente por decreto, mas é fato inegável que Strauss-Kahn tem muito a contribuir com o desenvolvimento geral do país senão como economista socialista, pelo menos como mosqueteiro do Planalto, uma função não de todo desprezível para uma república de alegres comadres em fase de arquivamento.

  2. Regina Caldas disse:

    O juiz determinou que ele passe a noite na cadeia, para dar continuidade á investigação do caso Carlton.

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