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Direitos Humanos

Egito esconde número de mortos, diz ONG

Segundo a Human Rights Watch, quase 300 pessoas morreram nos conflitos, mas os órgãos oficiais não divulgaram o número de vítimas

Egito esconde número de mortos, diz ONG
Policiais usam bomba de gás lacrimogêneo contra os manifestantes (Fonte: Reuters)

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Os órgãos oficiais de saúde do Egito estão ocultando o número de mortos nos conflitos, afirmou a entidade de direitos humanos “Human Rights Watch”. Segundo a ONG, um total de 297 vítimas morreu desde o último dia 25 de janeiro.

Este número foi obtido por meio de visitas de integrantes da Human Rights Watch a sete hospitais nas cidades de Cairo, Alexandria e Suez. De acordo com Heba Morayef, pesquisadora da entidade responsável pelo Cairo, o número de mortos deve aumentar.

A entidade afirma que muitas das vítimas foram mortas por ações da polícia, como disparar contra a multidão ou usar balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo à queima roupa.

Maged Boutros, integrante do partido político no poder no Egito, afirmou que a polícia só começou a usar a força nos conflitos após ataques dos manifestantes. “Quando a violência eclodiu, quando edifícios e estações de polícia começaram a ser queimadas, quando saques e assassinatos começaram a ocorrer, a polícia teve de proteger, de certa forma, a si mesma contra vândalos”, disse à BBC.

Manifestantes contrários ao presidente Hosni Mubarak, do Partido Nacional Democrático (PND), vem saindo às ruas exigindo sua saída já por duas semanas. Apesar dos protestos, Mubarak — no poder desde 1981 — afirmou que não renunciará.

O vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, anunciou a criação de uma comissão para supervisionar a introdução de emendas à Constituição do país nesta terça-feira, 8. Outros dois comitês devem ser criados: um para implementar o diálogo entre integrantes do governo e membros da oposição, e outro para investigar os atos de violência da polícia que aconteceram na última quarta-feira, 2.

O novo gabinete do governo, reformulado em 31 de janeiro, se reuniu nesta segunda-feira, 7, para discutir medidas para estabilizar a economia do país. O governo concedeu um aumento de 15% nos salários e pensões de servidores públicos para abril.

Apesar do anúncio, a libra egípcia se desvalorizou 17% desde o início dos protestos, e atingiu ontem sua menor cotação em relação ao dólar em seis anos.

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Fontes:
BBC Brasil - ONG acusa Egito de tentar esconder número de mortos em conflitos

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