article image
Instituição vendida pelo estado a Corrections Corporation of America (Reprodução/Huffington Post)
Estados Unidos

Empresa privada quer comprar penitenciárias estaduais

Enquanto os governos estaduais lutam com quedas massivas no orçamento, um gigante de Wall Street está oferecendo uma solução: dinheiro em troca da propriedade do estado. Prisões, para ser mais exato.

fonte | A A A

A Corrections Corporation of America, a maior operadora de prisões com fins lucrativos dos EUA, enviou cartas recentemente a 48 estados norte-americanos oferecendo-se para comprar suas prisões como um remédio para “os orçamentos desafiadores do sistema carcerário”. Em troca, a empresa está pedindo um contrato de gerenciamento de 20 anos, mais uma garantia de que a prisão ficaria pelo menos 90% cheia, de acordo com uma cópia da carta obtida pelo The Huffington Post no último dia 14.

A iniciativa reflete uma mudança significativa na estratégia das empresas que administram prisões privadas, que até agora apenas construíam prisões próprias ou administravam prisões controladas pelos estados. Isso também representa uma inclinação sem precedentes por mais controle dos sistemas carcerários estaduais.

A Corrections Corporation tem crescido rapidamente, com receitas se expandindo mais de 5 vezes desde 1990. A empresa se capitalizou na expansão dos sistemas carcerários estaduais nos anos 80 e metade dos 90, no ápice da chamada “guerra às drogas” dos EUA, firmando contratos com governos estaduais para construir ou gerenciar novas prisões que abrigavam um influxo cada vez maior de criminosos ligados às drogas. Durante os últimos 10 anos, a empresa encontrou nova oportunidade no ramo da prisão de imigrantes ilegais, ao passo que o governo federal firmou contrato com empresas privadas em uma agressiva campanha de detenção de imigrantes sem documentos.

A oferta da Corrections Corporation de pagar US$ 250 milhões pela compra de prisões estaduais já existentes é ainda outro caminho para um potencial crescimento. A empresa listou a “iniciativa de investimento em penitenciárias” como uma opção conveniente para os estados que precisam de novos meios de gerar receita: o estado se beneficiaria de uma única infusão de dinheiro, enquanto as empresas especializadas no gerenciamento de prisões ganham um novo contrato de longo prazo. Além do mais, os apoiadores da privatização das prisões argumentaram que os estados podem conseguir reduzir custos através da terceirização, já que as empresas de prisões oferecem menos benefícios aos seus trabalhadores.

De volta ao topo comentários: (1)

Sua Opinião

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Estado

Cidade

  1. AMARILDO LEAL TAVARES disse:

    O Brasil poderia adotar esse sistema, assim sobraria mais recursos p investir em educação, saúde, saneamento básico… O Brasil gasta 22 mil reais por ano c cada preso, e isso quem paga somos nós. Esse modelo carcerário q hj o Brasil possui, só serve de hotel p criminosos, que além de violentarem, assassinarem, humilharem a sociedade, ainda são protegidos pelo Estado.Ja ficou provado q os presídios não recuperam ninguém, aliás, serve de universidade do crime. O preso tem que pagar a sua pena trabalhando, para pagar sua divida c a sociedade, claro c dignidade, mas tem q ser reeducado e assim poder estar preparado para a convivência social.