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A novo Al-Qaeda

Estado Islâmico: a nova ameça fundamentalista

Iraque e EUA fizeram o Estado Islâmico recuar, mas será preciso muito mais para acabar com a ameaça do movimento à região

Estado Islâmico: a nova ameça fundamentalista
A grande maioria dos 1,6 bilhões de muçulmanos do mundo rejeita a afirmativa de que o EI fala em nome dela (Reprodução/Reuters)

Dez dias após os EUA realizarem o seu primeiro ataque aéreo, em 8 de agosto, contra o Estado Islâmico (EI) em território iraquiano, forças do governo reassumiram o controle da maior represa do país, próxima a Mosul, a segunda maior cidade do Iraque.

Com a ajuda aeronáutica dos EUA e as recomendações de 400 instrutores americanos enviados ao país, as forças do governo do Iraque e os Peshmerga curdos também fizeram avanços em outras áreas. A maioria das dezenas de milhares de yazidis encurralados no monte Sinjar desde que o EI passou por suas cidades no início de agosto foram libertados.

Mas o EI está longe de ser contido, e mais ainda de ser derrotado. Mais significantemente, o Estado Islâmico tem consolidado o seu poder sobre partes do norte e do leste da Síria, e vem ganhando território em detrimento de grupos rebeldes sírios moderados opostos tanto ao regime de Bashar Assad quando ao Estado Islâmico.

A grande maioria dos 1,6 bilhões de muçulmanos do mundo rejeita a afirmativa de que o EI fala em nome dela, mas o movimento é cada vez mais popular entre jihadistas globais. Estima-se que centenas de recrutas tenham aderido ao movimento desde junho, quando um califado foi declarado, muitos deles de países diferentes de Iraque e Síria. Novos grupos que afirmam serem células do EI apareceram recentemente, até mesmo no distante Marrocos.

A luta contra o Estado Islâmico não será ganha apenas por meios militares. Em relação a isso, o acordo firmado em 14 de agosto por Nuri al-Malike, xiita sectário, para abrir mão da posição de primeiro-ministro iraquiano após oito anos, abre espaço para que o seu substituto, Haider al-Abadi, administre um governo iraquiano mais inclusivo. Pode ser que isso atraia iraquianos sunitas insatisfeitos das hostes do Estado Islâmico.

Fontes:
The Economist-A war that crosses national boundaries

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