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CASO QUEIROZ

Flávio Bolsonaro diz que caso Queiroz tem seu pai como alvo

Em entrevista ao SBT, dada no mesmo dia em que deveria ter prestado depoimento ao MP, Flávio Bolsonaro diz que polêmica visa desestabilizar o governo de seu pai

Flávio Bolsonaro diz que caso Queiroz tem seu pai como alvo
Declaração foi dada em entrevista ao SBT, na última quinta-feira, 10 (Foto: Wilson Dias/ABr)

O senador eleito e deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), afirmou não ter conhecimento sobre o que seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, fazia enquanto estava fora do gabinete. A declaração foi dada em entrevista ao SBT, na última quinta-feira, 10, no mesmo dia em que Flávio deveria ter comparecido ao Ministério Público para prestar depoimento sobre o caso.

“Eu não sei o que as pessoas do meu gabinete fazem da porta para fora, nem ele, nem de ninguém”, disse Flávio na entrevista. Ele afirmou acreditar na existência de um “boicote” para “atingir ao nome Bolsonaro e tentar desestabilizar” o governo presidido por seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio não soube dizer quem seria o responsável por tal conduta.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em contas bancárias de Queiroz. Em dezembro, o ex-assessor declarou, também em entrevista ao SBT, que a fonte de renda era mediante a revenda de carros.

Flávio afirmou que os rendimentos de Queiroz totalizam um valor próximo ao identificado pelo Coaf. Porém, Ele não relatou o porquê de seus familiares realizarem transferências para a conta do ex-assessor. O relatório realizado pelo Coaf não necessariamente aponta alguma irregularidade em transações detectadas, mas mostra valores movimentados ou operações que não seguem um padrão para o tipo de cliente.

Flávio Bolsonaro reclamou que “ninguém dá atenção” às atividades do Coaf em contas de assessores e de outros parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O MP-RJ abriu 22 inquéritos criminais para averiguar a suposta participação de parlamentares e servidores em transações bancárias que não são compatíveis com seus salários.

Flávio justificou sua ausência afirmando que, como não é investigado diretamente pelo Coaf, sua defesa solicitou autos do processo para “tomar ciência dos fatos”. Uma outra data será agendada, segundo Flávio. O senador afirmou que irá ao MP “sepultar qualquer dúvida que eles tenham” em relação a sua pessoa.

Depósitos na conta de Michelle Bolsonaro

Além de ex-assessor, Queiroz foi motorista de Flávio na Alerj. O documento do Coaf revelou que os depósitos feitos coincidiam com as datas de pagamentos da Alerj. Nove assessores e ex-assessores do filho de Bolsonaro repassavam o dinheiro para Queiroz. A suspeita é de que os depósitos sejam parte de salários de assessores do gabinete, um esquema cuja existência já foi denunciada pela deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP).

O relatório também identificou um depósito de R$ 24 mil reais na conta da atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo Queiroz, a conta foi utilizada “por questão de mobilidade”. Segundo o presidente, o valor transferido para a conta de Michelle seria referente a uma dívida antiga, no valor de R$ 40 mil reais.

Na terça-feira, 8, a família de Queiroz relatou ao MP-RJ que os integrantes da família que deveriam prestar depoimento, não poderiam comparecer ao órgão. A esposa e as duas filhas do ex-assessor foram intimadas a depor sobre as movimentações financeiras atípicas. O motivo da ausência, segundo o advogado Paulo Klein, foi a cirurgia de retirada de um tumor a qual Queiroz foi submetido.

Fontes:
UOL-Ao SBT, Flávio Bolsonaro diz não saber o que Queiroz fazia fora do gabinete

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