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Reajustes salariais

Funcionários públicos ameaçam fazer greve geral

Servidores reivindicam correção salarial

Funcionários públicos ameaçam fazer greve geral
Auditores fiscais durante manifestação em frente ao Ministério do Planejamento nesta quinta (Fonte: Reprodução/ABr)

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O governo Dilma corre o risco de enfrentar uma greve geral do funcionalismo público. O motivo é a insatisfação dos servidores com a resistência da presidente em conceder reajustes salariais.

Servidores de dez agências reguladoras vão ficar em estado de greve a partir da próxima segunda-feira, 2. A decisão foi tomada em uma reunião nesta quinta-feira, 28. As categorias reivindicam correção salarial em 2013.

Em entrevista ao Estadão, o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef, que é filiada à CUT), Josemilton Costa, disse que cerca de 300 mil servidores já estão em greve. A expectativa é de que a paralisação alcance 500 mil servidores.

De acordo com o diretor da CUT Pedro Arnengol, a maioria das categorias quer reajuste de 22% dos salários. O governo, por sua vez, “só faz protelar a discussão”, diz o diretor da CUT. Há uma expectativa de que o governo apresente uma resposta às reivindicações dos servidores até o dia 31 de agosto.

Professores universitários estão parados há mais de 40 dias

Os aumentos de salário para o funcionalismo ainda neste ano foram descartados nesta quinta-feira pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti: “Não há possibilidade, principalmente em um momento de crise, de executar novas despesas não previstas”.

A greve dos professores universitários, que já estão parados há mais de 40 dias, é a mais longa em curso. A Polícia Federal e os auditores da Receita Federal, que estão entre as categorias com salários mais altos, também discutem entrar em greve.

Entre os servidores que já cruzaram os braços estão funcionários do Ministério das Relações Exteriores, que interromperam seus trabalhos há mais de dez dias. O movimento é inédito.

Fontes:
Estadão - Servidores ameaçam greve geral se Dilma mantiver resistência a reajuste

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2 Opiniões

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    Estamos assistindo ao fim do modelo petista de governar com as benesses da sorte. Os bons tempos já passaram e o que restou foi uma terra devastada pela corrupção, com o triste espetáculo de obras paralisadas, estatais quebradas, e dívidas cada vez maiores. Incapaz de dar solução e de entender que tudo não passava de estímulo externo sem qualquer conotação com a condução interna do governo, agora o partido governante se vê turbinado a ter que assumir o papel que sempre se recusou: o da defesa da oligarquia que criou contra o resto do funcionalismo. Sua principal base de apoio começa a lhe abandonar e não terá outra saída senão buscar desesperadamente a alternância de poder. Para isso já perceberam os governistas até ontem, aqueles dissidentes da mesma causa, os obtusos do PSOL e derivados, loucos para ocupar o lugar do PT sem qualquer projeto nacional que não seja a simples crítica populista aos erros de seus parentes desavergonhados. Mas não passarão. O governo vai sangrar até 2014 e os professores já estão sendo tratados como delinquentes por próceres governistas como Jacques Wagner. A máscara vai caindo aos poucos, despencando como cracas de uma moldagem fissurada pelo protesto cada vez mais iracundo de sua outrora base de apoio.

  2. carlos a.a.gameiro disse:

    Concordo com o Carlos U. Pozzobon. Se fosse na época em que o PT estava na oposição ja teria estourado uma greve, pois muitos funcionários públicos são do partido, agora sofrem..

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