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Hospital começa a testar coração artificial nacional

Alto custo de um coração artificial importado era o maior impeditivo para o uso do dispositivo no Brasil

Hospital começa a testar coração artificial nacional
Coração artificial nacional começará a ser testado em humanos (Fonte: Reprodução/Terra)

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Um coração artificial com tecnologia nacional desenvolvido pela equipe de bioengenharia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, vai começar a ser testado em humanos.

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O aparelho começou a ser desenvolvido em 1998, e em 2004 foram iniciados testes em bezerros. Após obter bons resultados, a equipe de pesquisadores pediu no ano passado autorização ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária para começar a realizar testes em humanos.

Com a autorização concedida, os testes serão realizados a princípio em cinco pacientes com cardiopatias graves, que estão na fila de transplante, não respondem mais ao tratamento com medicamentos e correm risco de morte.

Como funciona

O coração artificial foi criado para auxiliar o coração doente, e não para substituí-lo. Ele será implantado e conectado ao órgão natural. Uma bateria fica presa do lado de fora do corpo do paciente e precisa ser trocada a cada duas horas. Desta forma, o paciente pode esperar pelo transplante em melhores condições clínicas.

Nestas primeiras cinco experiências, no entanto, o coração artificial não será implantado por questões de segurança. Os pacientes submetidos ao tratamento ficarão internados e o dispositivo ficará preso do lado de fora do corpo para ser monitorado 24 horas.

Custo proibitivo

Em vários lugares do mundo este tipo de procedimento já é realizado com sucesso. Em alguns casos, os pacientes se adaptam tão bem ao uso do coração artificial que não querem mais ser transplantados.

O alto custo de um coração artificial importado era o maior impeditivo para o uso do dispositivo no Brasil. O preço de um aparelho importado chega a R$ 500 mil. Já o nacional deve custar cerca de R$ 60 mil.

O uso deste tipo de procedimento não inclui risco de rejeição. Há sim risco de coagulação do sangue dentro do coração artificial, mas tal problema é controlado com medicação.

Fontes:
Estadão - Hospital vai testar uso de coração artificial; produto custará R$ 60 mil

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