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Crise dos refugiados

Emigração arriscada para a Europa não intimida os africanos

Cerca de 600.000 imigrantes ilegais estão esperando na costa do sul do Mediterrâneo para embarcar rumo a uma vida melhor

Emigração arriscada para a Europa não intimida os africanos
Muitos imigrantes africanos se arriscam fazendo a travessia da África para Europa (Reprodução/Internet)

Poucos governos dos países do norte da África não encontram dificuldades em policiar suas fronteiras. De acordo com algumas estimativas, mais de 600.000 migrantes ilegais estão esperando na costa do sul do Mediterrâneo, esperando embarcar rumo a uma vida melhor.

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Um relatório da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional, um grupo de lobby sediado em Genebra, documenta as rotas usadas por essa grande onda de emigrantes, bem como suas origens e meios de transporte. Os autores do relatório sugerem que os governos europeus deveriam enfrentar o problema na África, em vez de depois de os imigrantes terem ido parar em centros de asilo lotados e insalubres na Europa.

Tome-se o exemplo de Agadez, um entreposto de contrabandos no norte do Níger. De acordo com o relatório, pelo menos metade de todos os imigrantes africanos ocidentais que chegam à Lampedusa passam primeiro por esse labirinto de casas de barro. O povo Toubou, que domina o tráfego, cobra entre US 200 e US$ 300 para uma passagem rumo ao sul da Líbia, ou lhes pede que levem drogas ao invés de dinheiro. As autoridades do Níger prometeram eliminar o contrabando de pessoas em larga escala.

Contudo, com receitas que talvez cheguem a US$ 1 milhão por semana em jogo, as autoridades inevitavelmente fazem vista grossa. “Desmantelar a rede de intermediários, motoristas, guias, “centros de boas-vindas a imigrantes” e consultores de imigração clandestinos colocaria a economia da região de Agadez sob “um estresse significante”, afirma um diplomata no Níger.

Há algumas alternativas. Uma recente onda de conflitos na República Africana, Mali, norte da Nigéria, Somália e Sudão do Sul continua a descolar milhões de pessoas, pressionando ainda mais homens jovens em direção ao norte da Europa.

Fontes:
The Economist-No wonder they still try

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