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Oriente Médio

Israel cada vez mais próximo de um ataque ao Irã

Presidente israelense Shimon Peres e primeiro-ministro Binyamin Netanyahu acenam para possibilidade de um ataque a Terrã

Israel cada vez mais próximo de um ataque ao Irã
Binyamin Netanyahu e Shimon peres não descartam possibilidade de um ataque ao Irã

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O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou neste sábado, 5, que um ataque contra o Irã torna-se “cada vez mais verossímil”, dias antes da publicação de um informe da Agência Internacional de Energia Atômica sobre o programa nuclear de Teerã.

“Os serviços de informação de diversos países que vigiam esse país se inquietam e pressionam seus líderes para que atentem para o fato de que o Irã está pronto para obter a arma atômica”, afirmou Peres em uma rede de televisão israelense.”Devemos nos dirigir a esses países para que cumpram com seus compromissos. Devemos fazer isso e a lista de opções é longa”, acrescentou.

Peres fez esta declaração antes da divulgação, na próxima terça-feira, 8, do informe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano, que os especialistas israelenses consideram “alarmante”.

Sinais de um possível ataque

O primeiro sinal importante de que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu estava decidido a atacar o Irã veio na semana passada, quando o jornal israelense Yediot Ahronot revelou a pressão de Netanyahu e do ministro de Defesa, Ehud Barak, sobre ministros e militares. A reportagem era claramente sustentada por informações privilegiadas. Netanyahu pediu a abertura de uma investigação para apurar o vazamento das informações sobre a preparação do plano. Segundo o jornal Al-Jarida, do Kuwait, ele desconfia que as informações foram passadas para a imprensa por Meir Dagan, ex-chefe do Mossad, serviço secreto de Israel, e por Yuval Diskin, ex-diretor do Shin Bet, serviço de inteligência interna do país.

Segundo fontes do governo israelense, citadas pelo jornal kuwaitiano, Diskin e Dagan querem vingança por não terem continuado no governo. “A intenção era prejudicar Netanyahu e Barak”, diz a reportagem. O objetivo é promover uma campanha midiática para derrubar o primeiro-ministro.

Ehud Barak, desmentiu informações de que teria decidido com Netanyahu atacar o Irã. Mas logo em seguida acrescentou que “podem ser criadas situações no Oriente Médio nas quais Israel deverá defender seus interesses vitais de maneira independente, sem ter que se apoiar em outras forças regionais ou de outros lugares”. Segundo o jornal Haaretz, na última visita do secretário americano de Defesa a Israel, no dia 3 de outubro, Netanyahu e Barak se limitaram a contestar “em termos vagos” quando Leon Panetta pediu que se comprometessem a coordenar com Washington qualquer ação contra o Irã.

O segundo sinal veio nesta semana, quando o Exército israelense concluiu, em bases da Otan na Itália, a simulação de um bombardeio de longo alcance e testou um novo míssil que tem capacidade para levar ogivas nucleares a 6 mil quilômetros de distância. Na terça, o comando militar israelense realizou novos exercícios de ataque com foguetes a centros urbanos.

O jornal britânico The Guardian informou que as Forças Armadas da Grã-Bretanha têm um plano de contingência para o caso de os EUA optarem por uma ação militar contra o Irã e pedirem ajuda a Londres.

Líderes militares se opõem, mas maioria da população defende ataque

Os principais líderes militares do país, que são o maior obstáculo aos planos de Netanyahu, duvidam da eficácia de um ataque aéreo ao Irã, já que as instalações nucleares do país são subterrâneas e estariam bem protegidas.

O ministro do Interior, Eli Yishai, do partido ortodoxo Shas, também é contrário a uma ação militar. Segundo ele, o bombardeio poderia causar uma violenta reação contra Israel por parte do Hamas, na Faixa de Gaza, e do Hezbollah, no Líbano – ambos os grupos são apoiados por Teerã. De acordo com uma pesquisa, os israelenses estão divididos entre partidários (41%) e opostos (39%) a um ataque contra as instalações nucleares iranianas.

Irã critica agência internacional

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Ali Akbar Salehi, afirmou, na Líbia, que seu país está “preparado para o pior” e advertiu os Estados Unidos sobre o fato de “ir a um confronto” com Teerã. O país acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de inventar mentiras contra o país em um relatório sobre o programa nuclear da República Islâmica que deve ser divulgado nos próximos dias, informa neste domingo o jornal Tehran Times. O chefe da diplomacia iraniana afirmou que o documento “carece de autenticidade e credibilidade técnica”, e indica que o Irã realiza estudos sobre mísseis com capacidade para transportar armas nucleares, mas destacou que esses dados “não são válidos”.

Salehi comparou as acusações da AIEA com o pretexto alegado pelos Estados Unidos para invadir o Iraque em 2003, quando Washington acusou o regime de Saddam Hussein de manter armas de destruição em massa. “A invasão levou ao massacre de milhares de inocentes, mas depois foi provado que todas as informações eram falsas”.

Em referência aos EUA, que acusam o Irã de pretender fabricar armas nucleares, o ministro ressaltou que “a AIEA não deve trabalhar sob a influência das grandes potências, mas se manter independente”. Para Salehi, tanto as últimas acusações quanto as ameaças de ataques militares contra o Irã são infundadas e pretendem aumentar a pressão contra o regime islâmico, além de ter motivações políticas. O Irã anunciou o desenvolvimento de 50 mísseis de fabricação nacional, alguns deles de médio alcance –com até 2.000 quilômetros. Além disso, o país também desenvolve um programa espacial que usa foguetes cuja tecnologia, segundo especialistas, pode ser empregada em mísseis balísticos com capacidade para transportar armas nucleares.

Teerã lançou um alerta aos EUA e a Israel. Segundo o chefe do Estado-Maior do Irã, general Hassan Firuzabadi, um eventual ataque contra instalações nucleares iranianas teria graves consequências. “Os EUA e o regime sionista sabem que sofrerão perdas enormes, pois as forças iranianas estão preparadas para causar grandes danos”, disse. Para o também general Mohamed Hejazi, um ataque contra o país é “improvável”. “A República Islâmica pode defender seus interesses nacionais. Por isso, as ameaças não são críveis nem têm valor para nós”.

Perguntado por um repórter do Canal 2 se “algo está nos deixando mais perto de uma opção militar ao invés da diplomática”, Shimon Peres respondeu: “Acredito que sim, estimo que os serviços de inteligência de vários países estão vendo o relógio correr, alertando os líderes de que não resta muito tempo”.

Fontes:
Estadao.com - Netanyahu intensifica campanha em favor de ataque ao Irã
Folha.com - Teerã acusa AIEA de inventar mentiras sobre o programa nuclear iraniano
Folha.com - Shimon Peres diz que ataque contra o Irã é 'cada vez mais verossímil'
Folha.com - Presidente de Israel sugere que país pode atacar o Irã

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10 Opiniões

  1. olbe disse:

    Quem é capaz de duvidar deste louco presidente do Irã que a todo hora declara, inclusive na ONU, que Israel precisa ser “varrido do mapa”…As grandes potencias estào esperando o que? Ele é o novo Hitler. Pode assinar qq papel mas não cumpre com a palavra empenhada e ele é lider de milhões de fanáticos. Tudo o que o mundo não precisa agora é de uma guerra nuclear que afetará o mundo inteiro. Ele deve ser barrado enquanto temos tempo!!!!!

  2. Edis Luiz dePaula disse:

    infelizmente estamos vivendo dias de tensâo em varios paises e agora em israel querendo tomar esta decisâo, estamos torcendo para que este impasse seja reslovido sem derramamento de asngue.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    Será que estes povos só pensam em matança, guerra, não pensam no povo sofrido e que passam privações enquanto eles soberanos pensam sempre no mal. Cadê o Deus desse potentoso, destes soberanos de M…..

  4. Genivaldo disse:

    Estamos na iminência de uma guerra que começará agora ou depois e não tem como fugir disto, fato este terrível isto é que é ser seres humanos descendentes da semente de HaSatã e não da semente da mulher. Que o todo poderoso Elohim tenha misericordia das nossas famílias.

  5. Rogerio Faria disse:

    Só haverá paz no Oriente Médio o dia que alguma Nação Árebe possuir sua arma nuclear. Um exemplo: Paquistão e Índia se entendem muito bem, pois sabem que ambos podem ser destruir. No caso do Oriente Médio, só Israel está “sentado” em um dos maiores arsenais nucleares do mundo. O Irã iria contrabalançar o peso da balança.

  6. Sérgio A. Träsel disse:

    Se Israel tem direito a bomba atômica, que, diga-se de passagem, desenvolveu secretamente, sob a proteção e cumplicidade dos Estados Unidos, ao arrepio da AIEA e da comunidade internacional, como é que se julga no direito de criticar e de cobrar de qualquer outro país comportamento diferente, ou seja, que outros países não tenham também o direito de desenvolver e de ter em seus arsenais bombas nucleares…?!?

    Por acaso o estado sionista/judeu (Israel) é mais respeitável e menos bandido do que o Irã??

    Israel pratica o terrorismo diuturnamente contra os palestinos e a todos aqueles que demonstram qualquer tipo de pensamento diferente do estado sionista/judeu em qualquer parte ou país do mundo. São assassinos frios e genocidas!!

  7. Haroldo Sena disse:

    Esta guerra é inevitável. Deve prevalecer o bom censo! Quem morre realmente são as populações civis, alheias as verdadeiras intenções de seus governantes. Que o Senhor lhes dê sabedoria e discernimento!

  8. Agostinho F. Portella disse:

    se os Sr. Governantes trabalhar mais em prol de arrumar a Economia ,e arrumar emprego-trabalho, o mundo agradece e fica mais tranquilo , é só politicagem que se ve.

  9. valdir ferreira pinto disse:

    Sobre a questão nuclear entre o Irã, Israel e as potências ocidentais creio que tudo deveráser “RESOLVIDO” através de um último embate bélico mundial.

  10. Afonso Schroeder disse:

    CONVIVÊNCIA EM SOCIEDADE:
    A ganância econômica de alguns países ocidentais chega a preocupar todo ser humano que prioriza em primeiro lugar a vida e conseqüentemente a convivência em sociedade, que no meu modesto entendimento deve ter prioridade acima de qualquer interesse que sabemos que são de poucos os que não conduzem a caminhos de bom relacionamento entre povos que naquela região do mundo tem suas peculariedades na maneira e forma de viver em sociedade, não cabendo interferência de uns poucos ocidentais se achando dono da verdade e vou além se nos ocidentais podemos ter armas atômicas, por que os daquela região do mundo não podem ter? Ou será que no ocidente não existem problemas para resoluções mais importantes do que se preocupar com coisas bélicas.
    Esta na hora de parar fazer demagogia deixando aquele povo viver sua vida, pelo que me consta tem até uns poucos brasileiros agredindo um povo que mal conhecemos, que pelo que me consta é um parceiro Comercial que o nosso País vende bem mais do que compra, isto sim podemos dizer relações sem interferência interna de cada um, oxalá que Deus de entendimento a estes que se julgam dono da verdade.

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