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Paredes marítimas

Japão ergue muralhas contra ondas gigantes

Em um país que é atingido por ondas gigantes a cada sete anos, os sobreviventes sabem que em algum momento outra calamidade desse tipo certamente acontecerá

Japão ergue muralhas contra ondas gigantes
Construir a parede contra tsunami é uma das defesas do Japão (Reprodução/Internet)

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Um relatório dos ministérios da agricultura e da terra afirmou que 14.000 de km dos 35.000 km da costa japonesa precisam de uma proteção contra ondas gigantes.

As paredes marítimas são controversas. Elas têm uma aparência horrorosa e as evidências de sua eficiência não são muito firmes. É verdade que Fudai, uma vila que contava com um enorme escudo de concreto, saiu ilesa em 2011. Mas na cidade de Kamaishi um paredão de US$ 1,6 bilhão, listado no livro dos recordes Guiness como o maior do mundo, se despedaçou diante do impacto. Quase 90% das paredes marítimas ao longo da costa ao nordeste do país tiveram o mesmo destino. Os críticos afirmam que mais danos foram gerados em outros lugares.

Nobuo Shuto, engenheiro da Universidade Tohoku, embora não seja contra as paredes marítimas, quer repensar a questão. Assim como muitos outros – incluindo, surpreendentemente, Akie Abe, a mulher do primeiro-ministro. Há meses ela vem dando declarações contrárias a um plano de erguer mais paredes marítimas aprovado por seu marido, pois afirma que elas poderiam prejudicar o turismo e destruir ecossistemas locais.

E, o que é ainda mais intrigante, o ministério da terra admite que as novas estruturas não são projetadas para aguentar o tipo de evento sísmico que ocorreu em 2011.

Fontes:
The Economist-The Great Wall of Japan

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