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Judeus ortodoxos ganham espaço na política israelense

Como que para se igualar ao levante islamista no mundo árabe, direita religiosa em Israel aumenta sua influência sobre a colizão de Benjamin Netanyahu

Judeus ortodoxos ganham espaço na política israelense
Para a direita religiosa, caráter judeu de Israel é mais vital que o democrático. (Reprodução/Internet)

Antes uma pequena minoria no projeto de construção do Estado de Israel, os judeus ortodoxos estão agora na sua linha de frente. Eles representam 40% dos membros da coalizão de poder, e mais de 40% dos novos oficiais do exército e soldados de combate. Como sua taxa de natalidade é mais que o dobro que a dos judeus seculares, seu poder deve aumentar.

O espectro do judaísmo político é tão amplo quanto o do islã político. Um pouco como a divisão entre a Irmandade Muçulmana e os salafistas, os judeus religiosos vagamente se dividem em sionistas religiosos, que querem que o judeus controlem a terra bíblica, e os ultra-ortodoxos, que buscam aplicar literalmente o que manda o rabinado. Os primeiros se orgulham de levar os israelense à batalha. Os últimos  defendem firmemente sua isenção da investida militar.

Mesmo que sejam rivais ideológicos ferrenhos, eles forjaram relações de trabalho sob a colizão de Benjamin Netanyahu. Ambos defendem seus patrimônios, sejam eles assentamentos na margem oeste, onde eles representam pelo menos 70% da população judia, ou os sistemas educacionais baseados no Torah criados por eles, ambos com apoio do governo. Ambos argumentam que o caráter judeu de Israel é mais vital que o seu caráter democrático.

Sob pressão das autoridades rabínicas e seus discípulos, os soldados religiosos mais cabeça-quente boicotam os desfiles militares nos quais há a participação de mulheres. Cidades cancelam shows com artistas mulheres ou insistem que elas cubram completamente seus corpos, e retiram das ruas e dos ônibus anúncios até de mulheres modestamente vestidas. Nos subúrbios ultra-ortodoxos de Tel Aviv, mulheres, como suas contrapartes sauditas, não dirigem. A secretária de Estado norte-americana , Hillary Clinton, disse recentemente que estava preocupada que os direitos das mulheres em Israel estejam se deteriorando. Na imprensa ultra-ortodoxa sua foto foi apagada.

Os judeus seculares, que fundaram o Estado e ainda são estreita maioria, costumavam bradar que os religiosos estavam desenhando áreas impenetráveis para as autoridades com seu próprio policiamento legal e moral e usando seu poder como coroadores de reis parlamentares. Agora eles temem que os judeus religiosos sejam o Estado. Os judeus seculares continuam a deixar Jerusalém em direção às cidades litorâneas, deixando-a à mercê de uma volátil mistura de judeus religiosos e árabes ressentidos na parte leste de cidade.

Fontes:
The Economist - It’s on the rise too

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