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Maioria dos brasileiros é contra união gay

Ao todo 2 mil brasileiros participaram da pesquisa, que abrangeu todas as regiões do país

Maioria dos brasileiros é contra união gay
55% dos brasileiros são contra união gay estável (Fonte: Reprodução/AFP)

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Uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência entre os dias 14 e 18 de julho revelou que 55% dos brasileiros são contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união homossexual estável.

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O tema, entretanto, divide a população brasileira, com 52% das mulheres a favor da união entre pessoas do mesmo sexo e 63% dos homens contra. A opinião dos entrevistados varia de acordo com religião, idade e escolaridade.

Ao todo 2 mil brasileiros participaram da pesquisa, que abrangeu todas as regiões do país e seguiu quotas de distribuição da população por idade, sexo e classe de consumo.

Entre os jovens com idades entre 16 e 24 anos o apoio à união gay chega a 60%, já entre os brasileiros com 50 anos ou mais apenas 27% são a favor da união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Adoção por casais do mesmo sexo

Ainda de acordo com a pesquisa, a tolerância com a união homossexual aumenta com a escolaridade. O mesmo acontece com as classes de consumo.

Quando a pergunta envolveu a “adoção de crianças por casais do mesmo sexo”, 55% dos brasileiros disseram ser contrários e 45% a favor. Entre os homens, 62% são contra. Entre as mulheres, 49%. O apoio à adoção por casais gays também é maior entre os mais jovens e os mais escolarizados.

Fontes:
Estadão - Brasileiros divergem de brasileiras sobre casamento de homossexuais

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8 Opiniões

  1. Luiz Mourão disse:

    “Maioria dos brasileiros é contra união gay”…
    Não é surpresa alguma já que a maioria dos brasileiros é cristã, e religião tem importância destacada na Mente do vulgo, sugestionada, desde a INFÂNCIA, pelos MENTORES, que desejam continuar o Império milenar que construíram…
    É o mesmo que perguntar aos políticos se a maioria deles é honesta…
    Mas isso não implica que o que “pensa” essa maioria seja o que é correto, ou mesmo Verdadeiro…
    O que há de manipulador da Mente ingênua e crédula do povão não está no gibi…

  2. Luís Bustamante disse:

    Três comentários sobre essa matéria:
    1º) é irrelevante para qualquer contexto que se proponha – uma amostra de 2000 pessoas entrevistas não representa a opinião de um país, muito menos da maioria, de jeito nenhum;
    2º) quem se interessa em saber se há alguém contra união de gays, creio que nem mesmo os gays, porque, queira-se ou não, gays não têm por que deixar de ser gays e sempre vão procurar seus pares iguais;
    3º) há temas mais urgentes para serem resolvidos neste país de tanta violência e corrupção.
    Convençam-me do contrário.

  3. Rachel disse:

    Imaginemos um país onde os homens se relacionam com homens e mulheres com outras mulheres, como seria dado a procriação? o que a maioria das pessoas não entendem é que a homossexualidade não tem nenhuma comprovação de ser genética! se analizarmos a história de um homossexual vamos ver algo na infância que o levou a ter essa tendência. não adianta tapar o sol com a peneira dizendo que ‘nasceu assim e morrerá assim’, todos nós temos condições de mudar. o que acontece hoje é que as pessoas começaram a adorar a criação ao invés do criador! esse é o grande problema!

  4. Antonio Segetto disse:

    Se a pesquisa fosse feita durante as eleições, seria arrasadora a contrariedade com estas maluquices que estas minorias gays estão querendo impor a maioria hetero.Estão querendo é escandalizar, ficando bigodudos se beijando em qualquer lugar. Querem ser homosexuais, sem problema, mas para tudo tem lugar. Uma mulher de biquini na praia não causa escândalo, pois está no lugar certo. Se ela estiver em uma formatura, estará correta? Casais gays tambem devem se portar de acordo com os costumes do país onde vivem.

  5. Peter Pablo Delfim disse:

    Entendo que deveríamos deixar os gays em paz. Existem direitos a serem preservados e não respeitados como éssa pesquisa de resultado duvidoso e cretino. O Bustamante coloca com bastante lucidez e de forma objetiva a questão. Entretanto, alguns dos problemas enfrentados pelos gays é por culpa dos mesmos, ou por uma significativa parcela destes. Insistir em que o seu modo é o correto é botar lenha na fogueira, até porque outros modos existem. Pressionar a criação de cartilhas e instrumentos de imposição de sua opção de vida somente irá causar mais e mais reações contrárias independentemente de razões. Onde todos gritam por suas posições a razão desaparece. Por outro lado, culpo também os não gays pela abordagem que fazem do assunto sempre tangenciando o extremismo e ignorando por completo a multiplicidade da condição humana. A questão somente tomará um rumo satisfatório quando as discussões estiverem despidas de agressões e imposições, requisitos de um entendimento alicerçado no esclarecimento. Do contrário, serão todos, alvos do oportunismo político predatório que aprisiona em conturbadas massas de manobras as opiniões dos menos avisados. Em uma República conformada pela discriminação e o racismo temos o triste exemplo dos negros, que antes cruelmente submetidos aos horrores da escravidão hoje submetem-se ao peso do racismo hipócrita. Objetiva a hipocrisia, em ações afirmativas e outras baboseiras, apenas impedir que os negros estabeleçam algum tipo de cobrança daquilo que tem direito pelos crimes cometidos contra seus ancestrais. Cientes desses fatos, criou-se as famigeradas cotas com o objetivo único de criar uma reação contrária por parte de toda a sociedade. E assim resolveu-se a questão toda com o apoio maciço da maioria do povo. Não vislumbro grandes diferenças.

  6. Luís Bustamante disse:

    Ainda bem que circulam por aqui pessoas lúcidas como Peter Pablo Delfim. Se dependesse de Antonio Segetto e Rachel, viveríamos sob o fundamentalismo e o totalitarismo que gera pessoas insanas como o norueguês que, recentemente, chocou o mundo com suas ideias preconceituosas e excludentes. Aliás, quanto à Rachel, seria bom que ela se desse conta da origem do seu nome, que vem de um povo até hoje perseguido e vítima de discriminação.
    E continuo insistindo: não questões mais prioritárias, no país, do que essa que estamos discutindo?

  7. Luís Bustamante disse:

    Peço desculpas ao Luiz Mourão. No momento em que citei pessoas lúcidas que circulam por aqui, acabei omitindo seu nome. Comungo em gênero, número e grau com tua opinião, Luiz.

  8. Henrique Meyer de Azevedo disse:

    Eu não aceito, mas reconheço que olhando o lado social, muitas crianças sem lar (família), possam ter uma. Só por isso, penso que vale a pena ter esse reconhecimento.

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